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Presidente eleito divulgou planos para os primeiros dias de seu governo nesta quarta. Intitulado "Transition Team", documento explica ideias; veja

Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton
Michael Vadon/Fotos Públicas - 9.5.15
Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton

A revolução na política comercial dos Estados Unidos começará na primeira hora que Donald Trump assumir a presidência , em 20 de janeiro do próximo ano. O magnata preparou um plano para seus primeiros 200 dias de gestão, de acordo com um memorando divulgado pela rede CNN.

Intitulado "Transition Team", o documento explica como serão as primeiras medidas adotadas por Trump , entre elas "rechaçar dezenas de políticas comerciais conciliátórias". O foco do magnata republicano será a política externa e a segurança nacional e, logo de início, o presidente eleito deverá renegociar ou retirar os EUA do tratado de livre comércio Nafta, que inclui México e Canadá.

A reforma do Nafta começará no primeiro dia de governo de Trump, quando o tema será designado ao Departamento de Comércio e à Comissão de Comércio Internacional, os quais analisarão o impacto das mudanças. Um representante comercial de Washington no Canadá e no México irá notificar os dois países sobre a vontade do governo de alterar o tratado.

No centésimo dia de governo, Trump se compremeteu a pressionar a China pelo câmbio e pela reabertura de negociações bilaterais, introduzindo a ação de agentes secretos no campo comercial. No dia 200, poderá ser assinado de maneira definitiva a saída dos EUA da Nafta.

Trump começa a escolher nomes

No último domingo (13), o magnata anunciou dois grandes nomes para compor sua administração . Entre eles, está o chefe do conselho republicano, Reince Priebus, anunciado como seu novo chefe de governo, e o CEO de sua campanha, Steve Bannon, que assumirá o cargo de estrategista e consultor sênior de sua equipe.

Reince Priebus (à esq) e Steve Bannon (à dir) passam a compor equipe de Trump que chega à Casa Branca em janeiro
Facebook/Reprodução
Reince Priebus (à esq) e Steve Bannon (à dir) passam a compor equipe de Trump que chega à Casa Branca em janeiro

De acordo com a CNN, a escolha de Trump pode criar uma polarização em Washington já que ambos os políticos enxergam de forma diferente a condução dos ideais do presidente eleito.

Enquanto Bannon representa a direita extremista, associada à supremacia branca, ao anti-semitismo e à misoginia – ideais fortemente criticados pelos democratas –, Priebus seria a representação dos republicanos confusos que ainda não sabem como será o governo de Trump.

Por ser uma das pessoais mais antigas no partido republicano, Priebus também deve ser a ponte de fortalecimento entre o magnata e os republicanos que o rejeitaram durante as primárias americanas.

Em nota, o presidente eleito reafirmou que “Steve e Reince são altamente qualificados por terem trabalhado na campanha que nos levou a uma histórica vitória. Agora, terei os dois comigo na Casa Branca para fazer com que a América seja ótima de novo”.

A escolha de Priebus foi vista como um sinal conciliatório da disposição de Trump de trabalhar com o Congresso depois que ele tomar posse. Contudo, críticos atacaram a escolha de Bannon.

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“Não se deve amenizar a verdade aqui: Donald Trump convidou um nacionalista branco para os mais altos escalões do governo”, afirmou o senador democrata Jeff Merkley, que pediu que Trump revogasse a escolha.

Democratas e grupos de lobby de esquerda chamaram Bannon de um incentivador do racismo e da misoginia, que é apoiado pelo grupo supremacista branco Ku Klux Klan.

A líder democrata na Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, afirmou que a nomeação de Bannon enviava “um sinal de alarme de que o presidente eleito Trump permanecia comprometido com a visão de ódio e divisão que definiu sua campanha”.

* Com informações da Ansa

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