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Ao menos para um soldado, a operação que tenta reconquistar a cidade iraquiana de Mossul proporcionou um raro momento de alegria

Ao menos para um soldado, a operação que tenta reconquistar Mossul proporcionou um raro momento de alegria
Kermanj Hoshyar/BBC Brasil
Ao menos para um soldado, a operação que tenta reconquistar Mossul proporcionou um raro momento de alegria

Ao menos para um soldado, a operação que tenta reconquistar a cidade iraquiana de Mossul proporcionou um raro momento de alegria. Saad, um militar que vivia na cidade, não via sua mãe desde que o grupo autodenominado Estado Islâmico tomou o local, há cerca de dois anos.

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Desde o dia 17 de outubro, uma força de ataque formada por 50 mil combatentes iraquianos, peshmerga (como são conhecidos os curdos iraquianos), tribos sunitas e milicianos xiitas - assistidos por aviões militares e consultores de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos - luta para conquistar Mossul.

Saad integra a força militar. Na semana passada, ele recebeu a informação que sua mãe poderia estar em um dos comboios de civis que tentavam deixar a cidade.

Ele iniciou então uma busca frenética em diversos ônibus até achá-la. O emocionante reencontro deles foi registrado por uma equipe da BBC.

Ponto nevrálgico

Até 2014, antes de cair no domínio do EI, a cidade era um próspero polo político, econômico e cultural do noroeste do Iraque.

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A localidade fica perto de ricos poços de petróleo e não muito longe de Síria e Turquia. Com uma importante rede de estradas, é um centro comercial chave na região.

Após a tomada, Mossul se tornou uma fonte importante de receita para o EI com impostos, trabalhos forçados e extorsões. Perder seu controle seria um enorme golpe para as finanças do grupo extremista.

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Antiga cidade síria, também é patrimônio cultural no Iraque - é rica em antiguidades e pontos históricos, muitos dos quais foram destruídos pelo Estado Islâmico.

Estima-se que a batalha pelo local ainda possa durar semanas ou até meses.

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Enquanto isso, cerca de 1,5 milhão de civis ainda estão ali. Muitos têm conseguido escapar em meio aos combates e fugir para campos de refugiados, a exemplo do que ocorreu com a mãe de Saad.


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