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A cada ano, a popularidade do presidente russo aumenta; em outubro de 2012, a porcentagem era de apenas 34%; com Trump, seu poder aumenta

Entrevistados acreditam que não haverá nenhum candidato forte o suficiente para vencer Putin em 2018
The Presidential Press and Information Office
Entrevistados acreditam que não haverá nenhum candidato forte o suficiente para vencer Putin em 2018

Os russos ainda querem que Vladimir Putin continue como o presidente do seu país após as eleições de 2018. De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa russa Levada, entre 21 e 24 de outubro, 63% dos cidadãos da Rússia querem que o atual mandatário da nação não deixe o poder.

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A grupo de pesquisas entrevistou 1,6 mil pessoas de 137 zonas de 48 regiões distintas do país. Segundo a empresa, a porcentagem de russos que querem que Putin continue no seu cargo estão aumentando ano após ano. A porcentagem era de 60% em maio deste ano, 58% em novembro de 2014, 33% em outubro de 2013 e 34% em outubro de 2012.

Além disso, ainda de acordo com o Levada, 49% dos entrevistados acreditam que não haverá nenhum candidato forte o suficiente para vencer Putin em 2018 contra apenas 26% dos russos acham que um concorrente pode surgir até as eleições.

Presidente russo está mais poderoso que nunca

Putin é um líder mundial ambicioso que entende muito bem o jogo da geopolítica global e tem interesses que vão além das fronteiras do seu país. Com o apoio da maioria russa, ele deve ter ainda mais tempo para liderar os próximos passos da política do seu país.

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Entre os aliados de Putin podemos destacar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o sírio Bashar al-Assad ou, mais recentemente, primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Essa lista, entretanto, cresceu desde a semana passada

Depois do resultado da eleição presidencial dos Estados Unidos, espera-se que Donald Trump se some à lista. O presidente eleito toma posse em 20 de janeiro.

Trump e Putin

Durante toda a campanha eleitoral à Casa Branca, Putin e Trump trocaram elogios. "Ele representa os interesses das pessoas comuns, que criticam aqueles que estão há anos no poder, gente a quem não agrada a transferência do poder por herança", disse Putin meses atrás, em uma clara referência à Hillary, mulher do ex-presidente Bill Clinton.

Segundo informações dadas por Moscou, em ligação telefônica, Trump e Putin falaram sobre "terrorismo internacional" e a "questão síria".  Além disso, eles decidiram prosseguir com os contatos telefônicos e cogitaram a hipótese de um encontro bilateral.

"Putin se disse pronto para construir um diálogo com a nova administração [dos EUA], baseado em princípios de igualdade, respeito recíproco e não interferência nos respectivos assuntos internos", diz o Kremlin. Ambos também reconheceram que o nível atual das relações entre os dois países é "insatisfatório".

* Com informações da Agência Ansa.

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