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Manifestantes fizeram atos no domingo (13) nas principais cidades do país; republicano afirmou que os descontentes não devem ter "medo do futuro"

Ato nos Estados Unidos: milhares de pessoas protestam na Times Square, em Nova York, contra a eleição de Donald Trump
Reprodução/Twitter
Ato nos Estados Unidos: milhares de pessoas protestam na Times Square, em Nova York, contra a eleição de Donald Trump

Pela quinta noite consecutiva, manifestantes voltaram a marchar pelas ruas das principais cidades norte-americanas em protesto contra as políticas de Donald Trump, o empresário que ganhou as eleições para a presidência dos Estados Unidos  na última terça-feira (8).

Em Oregon, a polícia informou que prendeu 71 pessoas no início do domingo (13) durante os protestos contra Trump em Portland, a maior cidade do estado. Os manifestantes foram acusados de "má conduta" pela polícia.

Em Los Angeles, os manifestantes se reuniram nas proximidades da sede local da rede de televisão CNN e, em San Francisco, oito mil pessoas marcharam pelo centro da cidade cantando "O amor supera o ódio".  

Já em Nova York, os manifestantes gritaram refrãos contra as políticas do novo presidente. Um dos cartazes, no meio da multidão, dizia: "O ódio não nos fará grandes". Na Filadélfia, os manifestantes gritaram palavras de ordem a favor da democracia e carregaram cartazes com os dizeres: "Donald Trump tem de ir".

A vitória do republicano Donald Trump ocorreu depois de uma campanha eleitoral em que ele prometeu expulsar imigrantes sem documentos  e construir um muro na fronteira com o México. O empresário conquistou as eleições com 288 votos, após vencer a disputa em 27 Estados. Sua adversária Hillary Clinton, do Partido Democrata, levou a melhor em apenas 19 Estados, com 215 votos.

"Não tenham medo do futuro"

Donald Trump afirmou que os participantes dos protestos contra ele não devem ter "medo" em relação ao futuro do país. 

Em entrevista à emissora norte-americana CBS, ele disse que eles protestam porque não o conhecem. "Mas eu lhes digo para não terem medo, vamos trazer nosso país de volta", ressaltou o magnata novaiorquino em sua primeira declaração pública sobre a onda de manifestações.

Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton
Michael Vadon/Fotos Públicas - 9.5.15
Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton

O presidente eleito nos EUA afirmou que se Hilary tivesse vencido, as coisas iam ser diferentes. "Se Hillary tivesse vencido e os meus eleitores fossem protestar, todos diriam 'oh, isso é terrível", acrescentou o republicano, comentando também que existem "dois pesos e duas medidas" quando se trata dele e da sua rival democrata.

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Durante a entrevista, Trump pediu aos seus eleitores que "parem" com os ataques que estão sendo feitos a negros, gays e latinos desde que ele foi eleito. "Estou muito surpreso em ouvir isso, odeio sentir isso. Se isso ajuda, vou dizer e vou dizer direto para as câmeras: parem com isso".

O futuro presidente norte-americano afirmou, no entanto, que acredita que se trate de "um número pequeno" de eleitores que façam ofensas a minorias. A declaração foi feita pouco tempo depois de reafirmar que realmente construirá um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México e que deportará "imediatamente" entre 2 e 3 milhões de imigrantes clandestinos com antecedentes criminais.

Na presidência

O presidente eleito também anunciou que nomeará um juiz "pró-vida", ou seja contra aborto, e "pró segunda emenda", que permite o direito de autodefesa com armas, para a Suprema Corte dos Estados Unidos.

Além disso, Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, conversaram por telefone pela primeira vez nesta segunda-feira (14). Na conversa, o mandatário asiático disse que a "cooperação" bilateral "é o único caminho possível".

Os dois líderes também falaram sobre a importância de os dois manterem um contato mais próximo, sobre a criação de uma parceria de trabalho entre os dois países e de "se encontrar pessoalmente o mais rápido possível" para discutir e tratar dos problemas de interesse comum. Essa conversa entre Trump e Xi Jinping ocorreu após o norte-americano ter, em sua campanha eleitoral, acusado a China de comércio desleal e manipulação de sua moeda.

* Com informações da Agência Brasil e Ansa

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