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Tremor mais forte desta segunda-feira foi de 6.2 graus de magnitude; abalo sísmico do fim de semana deixou dois mortos, alguns feridos e destruição

Após o terremoto, Defesa Civil recomendou aos habitantes do litoral na ilha Do Sul que se desloquem para zonas elevadas
Reprodução/Twitter
Após o terremoto, Defesa Civil recomendou aos habitantes do litoral na ilha Do Sul que se desloquem para zonas elevadas

Centenas de réplicas foram sentidas nesta segunda-feira (14) na Nova Zelândia, após um terremoto de 7.8 graus na escala Richter ter atingido o país  no último domingo (13), deixando dois mortos, alguns feridos e destruição. O tremor mais forte desta segunda-feira foi de 6.2 graus de magnitude. 

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (Usgs), o terremoto teve profundidade de dez quilômetros e epicentro a 38 quilômetros a oeste do vilarejo Kaikoura, onde uma pessoa morreu em um deslizamento, e a 118 quilômetros ao norte de Christchurch, próximo de uma fazenda onde ocorreu a segunda morte em consequência do terremoto.

Até o momento, não há informações sobre novas mortes, novos grandes danos a edifícios e outras estruturas. Também não foi emitido nenhum alarme de tsunami. O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, afirmou que duas pessoas morreram com o tremor do fim de semana, que não acredita que o número de mortes vá subir, mas que nada pode ser descartado por enquanto.

Tsunami

O terremoto do domingo foi o mais forte do país desde o que foi registrado em 22 de fevereiro de 2011, de 6.3 graus de magnitude e no qual 158 pessoas morreram. O abalo sísmico deu origem a um tsunami de dois metros de altura  que atingiu a Ilha do Sul da Nova Zelândia.

Antes da onda ser anunciada, a Defesa Civil da Nova Zelândia havia emitido um alerta, aconselhando moradores na costa leste de South Island a buscar abrigo em áreas mais altas. Em sua conta no Twitter, o Ministério aconselhou aos que não puderem se deslocar para longe do litoral que subam nos andares mais altos dos edifícios ou inclusive em árvores.

A sismologista Anna Kaiser, do GNS Science, disse, no final da manhã deste domingo, que um sinal de onda de até um metro havia sido registrado na região de North Canterbury, em South Island. "A casa inteira sacudiu como se fosse uma cobra, alguns objetos espatifaram-se no chão e a eletricidade foi cortada", disse uma moradora de Takaka, em South Island, em entrevista a uma rádio local.

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O forte terremoto foi sentido em boa parte do país. Milhares de pessoas foram evacuadas do centro de Wellington, capital da Nova Zelândia, por causa do alerta de tsunami.

* Com informações da Agência Brasil e Ansa

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