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Ainda não há registro de feridos; Ilha Sul sofreu um terremoto devastador em 2011, de intensidade 6,3, que causou a morte de cerca de 200 pessoas

O tremor aconteceu a 91 quilômetros ao nordeste da cidade de Christchurch
Reprodução/USGS
O tremor aconteceu a 91 quilômetros ao nordeste da cidade de Christchurch

Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a Nova Zelândia neste domingo (13), de acordo com a agência USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).

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De acordo com a agência Reuters , o terremoto  – que foi inicialmente divulgado como de 7,4 graus – aconteceu a 91 quilômetros ao nordeste da cidade de Christchurch, às 9h no horário de Brasília. Até agora, não há relatos sobre vítimas ou danos graves.

A Defesa Civil da Nova Zelândia emitiu um alerta de tsunami, aconselhando moradores na costa leste de South Island a buscar abrigo em áreas mais altas.

A sismologista Anna Kaiser, do GNS Science, disse que um sinal de onda de até um metro foi registrado na região de North Canterbury, em South Island.

"Isso é razoavelmente significativo, portanto as pessoas deveriam levar isso a sério", disse ela a uma rádio do país.

"A casa inteira sacudiu como se fosse uma cobra, alguns objetos espatifaram-se no chão e a eletricidade foi cortada", disse uma moradora de Takaka, em South Island, em entrevista a uma rádio local. 

O forte terremoto foi sentido em boa parte do país. Milhares de pessoas foram evacuadas do centro de Wellington, capital da Nova Zelândia, por causa do alerta de tsunami no país. Uma série de tremores secundários foram registrados em todo o país, alguns com magnitude 6,1.

Outros casos no país

Em fevereiro deste ano, um terremoto de 5,8 graus na escala Richter atingiu a Ilha Sul da Nova Zelândia, sem que haja registro de vítimas ou danos materiais.

O epicentro situou-se a 17 quilômetros da cidade de Christchurch, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que mede a atividade sísmica em todo o mundo e que indicou que o abalo não motivou uma emissão de alerta de tsunami.

A Ilha Sul sofreu um terremoto devastador em 2011, de intensidade 6,3, que causou a morte de cerca de 200 pessoas.

Como acontece um terremoto

Os terremotos são formados a partir de fortes deslocamentos de placas gigantescas debaixo da terra. Quando isso ocorre, a energia que estava acumulada no local é liberada sob forma de ondas elásticas. Elas se espalham em todas as direções, fazendo a terra tremer.

Cerca de 90% dos tremores ocorrem ao longo das linhas de colisão entre as placas tectônicas, que passam por vários países.

A linha de colisão entre as placas dos oceanos Atlântico e Pacífico percorre toda a costa oeste das Américas do Norte, Central e Sul.

Portanto, os países que ficam ao longo dessas falhas, como Estados Unidos, México, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Peru e Chile, têm recebido ao longo dos anos os mais devastadores terremotos de que se tem registro no continente americano.

Brasil, Argentina, Uruguai e a costa leste dos EUA dificilmente têm terremotos justamente porque estão localizados no meio da placa do Atlântico, cuja borda leste está enterrada no meio do oceano.

Nos últimos meses, a Itália tem sofrido uma sequência ininterrupta de terremotos, que tem devastado o país. 

A atividade sísmica na região mediterrânea  é resultado do grande atrito entre as placas tectônicas da África e da Eurásia. Mas há mais detalhes a serem levados em conta no terremoto da madrugada desta terça-feira.

O Mar Tirreno, no oeste da Itália, entre o continente e as ilhas da Sardenha/Córsega, está se abrindo aos poucos, cerca de 2 cm por ano.

Cientistas dizem que isso vem contribuindo para o "racha" ao longo dos Apeninos. Segundo alguns especialistas, essa pressão é agravada pelo movimento da crosta terrestre no leste, no Mar Adriático, que estaria se movendo para debaixo da Itália.

Apesar de ser mais suscetível a terremotos, a Itália não sofria um tremor de grande intensidade havia quatro anos.

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