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Presidente eleito dos Estados Unidos chegou a chamar o aquecimento global de "fraude" durante a sua campanha e prometeu abandonar Acordo de Paris

Com a decisão, Trump estaria desafiando o apoio internacional para o plano de reduzir as emissões de gases de efeito estufa
Reprodução/Youtube
Com a decisão, Trump estaria desafiando o apoio internacional para o plano de reduzir as emissões de gases de efeito estufa

O presidente dos Estados Unidos eleito na madrugada da última quarta-feira (9), Donald Trump, está buscando maneiras rápidas de sair de um acordo global para limitar as mudanças climáticas. As informações são de uma fonte de sua equipe de transição e foram divulgadas pela agência Reuters neste domingo (13).

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Com a decisão, Trump estaria desafiando o apoio internacional para o plano de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Desde que o candidato republicano foi escolhido, os governos que vão da China aos pequenos Estados insulares reafirmaram o apoio ao Acordo de Paris de 2015, durante as negociações sobre o clima que vão até 18 de novembro em Marrakesh, Marrocos.

Segundo a fonte ouvida pela agência de notícias, o magnata – que chamou o aquecimento global de uma fraude e prometeu abandonar o Acordo de Paris – estava considerando formas de contornar um procedimento teórico de quatro anos para deixar o acordo. A agência afirma que a fonte trabalha na equipe de transição de Trump para política internacional de energia e clima.

Entre as promessas e o futuro do país

Donald Trump está dando sinais de que pode recuar em algumas promessas feitas durante a campanha eleitoral, entre as quais a construção de um muro na fronteira com o México (a ser pago com dinheiro do governo mexicano), a proibição de muçulmanos de entrar em território norte-americano, a expulsão de imigrantes sem documentos e a revogação do Obamacare, uma lei aprovada pelo pelo presidente Barack Obama em março de 2010 que reduz os custos do seguro saúde de milhões de americanos.

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Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos nesta semana. Mas agora, tanto ele quanto seus principais assessores estão passando a mensagem de que algumas medidas vão ter de esperar, porque serão revistas, e que outras só serão cumpridas parcialmente.

O magnata, que havia repetidamente prometido durante a campanha que iria revogar o Obamacare, disse em uma entrevista ao The Wall Street Journal  que pensa em manter partes importantes da lei. Ele mudou de opinião depois de ouvir ponderações do presidente Barack Obama, em um encontro que eles tiveram na Casa Branca um dia depois do anúncio da vitória de Trump nas eleições.

Na entrevista ao jornal americano , o novo presidente disse que está disposto a deixar em vigor disposições que proíbem as seguradoras de negar cobertura aos pacientes, alegando condições de saúde preexistentes. Ele também confirmou que pretende manter a parte da lei que garante aos filhos dos segurados a cobertura do plano até a idade de 26 anos. "Eu gosto muito disso", disse.

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