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Em novembro do ano passado, 130 pessoas foram mortas em ataques do Estado Islâmico; número de turistas no país diminuiu 10% em 2016

França homenageia vítimas de atentados de 2015 - 10-01-2016
Mathieu Delmestre/Parti Socialiste
França homenageia vítimas de atentados de 2015 - 10-01-2016

A noite já havia caído no dia 13 de novembro de 2015, quando uma série de atentados terroristas mudaram para sempre a memória de Paris. Carregado de explosivos, um kamikaze detonou o próprio corpo nos arredores do Stade de France, onde a seleção da casa disputava um amistoso contra a Alemanha. O presidente francês, François Hollande, que assistia à partida, foi retirado do local às pressas.

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Na mesma noite, disparos foram registrados em um café ao sul do local onde ocorreram os primeiros atentados terroristas . E, por volta das 22h, a casa de shows Bataclan se tornou palco do pior ataque: homens com armas automáticas abriram fogo contra a plateia que assistiria à banda de rock norte-americana Eagles of Death Metal e fizeram reféns. Duas horas depois, a polícia invadiu o local. 

Passado um ano dos ataques, que deixaram 130 mortos, a memória da carnificina promovida pelo Estado Islâmico segue viva. Nas palavras de Hollande e do primeiro-ministro Manuel Valls, a França não quer continuar "chorando seus mortos", embora seja difícil interromper as lágrimas.

A banda Eagle of Death Metal interrompe a apresentação quando percebe o barulho de disparos na casa noturna Batacla, em Paris
Reprodução/BFM TV
A banda Eagle of Death Metal interrompe a apresentação quando percebe o barulho de disparos na casa noturna Batacla, em Paris

Em julho deste ano, um lobo solitário invadiu uma alameda fechada para pedestres em Nice, no sul do país, e matou 86 pessoas com um caminhão. No mesmo mês, dois jihadistas entraram em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, no norte, e degolaram um padre, Jacques Hamel, em pleno altar. Durante todo esse último ano, a França viveu sob estado de emergência e na expectativa dos resultados do inquérito conjunto com a Bélgica.

O único suposto terrorista de 13 de novembro ainda vivo, Salah Abdeslam, foi capturado em solo belga e está fechado em uma prisão de segurança máxima na cidade francesa de Fleury-Mérogis, mas continua se radicalizando e se recusa a colaborar.

Depois daquela noite , os parisienses reagiram, porém os primeiros meses foram difíceis. Todos conheciam alguém que estava no Bataclan ou nos restaurantes atingidos. Ruas e bares ficavam vazios, qualquer barulho inesperado causava pânico. Evacuações provocadas por alarmes falsos se tornaram rotina.

O Bataclan, onde morreram 89 das 130 vítimas dos ataques, reabre com um show de Sting, e será palco de uma homenagem
Reprodução/Twitter
O Bataclan, onde morreram 89 das 130 vítimas dos ataques, reabre com um show de Sting, e será palco de uma homenagem

Mas a vontade de seguir em frente é palpável. Estudantes dão de ombros quando diretores pedem para não se aglomerarem nos portões, as casas de show estão lotadas, assim como os restaurantes. O número de turistas no país diminuiu 10% em 2016, porém o setor começa a dar sinais de retomada.

Bataclan reabre

O Bataclan, onde morreram 89 das 130 vítimas dos ataques, reabriu neste sábado (12), com um show de Sting, e será palco de uma homenagem neste domingo (13), com a presença da banda Eagles of Death Metal, que se apresentava no local quando ocorreram os atentados.

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E no dia do primeiro aniversário dos massacres, quando serão lembrados os mortos naquela noite trágica, milhares de velas e lanternas serão acesas nas janelas de Paris, símbolo não só da recordação, mas também da vida que recomeça. 

* Com informações da Agência Ansa.

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