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Pontífice pregou a inclusão em discurso neste sábado (12): "Esse aspecto da misericórdia se manifesta em abrir os braços para acolher sem excluir"

Papa Francisco pregou a inclusão em discurso neste sábado (12), a úlitma audiência jubilar do Ano Santo
Mazur/ catholicnews.org.uk - 27.07.2016
Papa Francisco pregou a inclusão em discurso neste sábado (12), a úlitma audiência jubilar do Ano Santo

Em sua última audiência jubilar do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, realizada neste sábado (12), no Vaticano, o papa Francisco fez um apelo contra a exclusão no mundo.

No pronunciamento, o papa Francisco  disse que a misericórdia, tema do Jubileu, e a inclusão estão intimamente ligadas e se manifestam no acolhimento a todas as pessoas, independentemente de sua condição.

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"Esse aspecto da misericórdia, a inclusão, se manifesta em abrir os braços para acolher sem excluir; sem classificar os outros com base em sua condição social, língua, raça, cultura ou religião. Na nossa frente, há somente uma pessoa que deve ser amada como Deus a ama", declarou.

Além disso, o papa ressaltou que "nem mesmo o maior pecador" deve ser excluído da misericórdia humana. "Todos precisamos ser perdoados por Deus", completou. Iniciado em 8 de dezembro de 2015, o Jubileu termina no próximo domingo (20) e já levou mais de 13 milhões de peregrinos a Roma.

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Papa sobre Trump

Em entrevista ao jornal italiano  La Repubblica , o pontífice evitou falar sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. "Eu não faço julgamentos sobre pessoas ou figuras políticas. Só quero entender quais são os sofrimentos que eles causam aos pobres e excluídos por seu modo de agir", disse ao ser perguntado sobre o que pensava do magnata republicano.

No entanto, ao ser questionado sobre quais os sofrimentos que mais o deixam preocupado, o pontífice mostrou posição completamente oposta às promessas da campanha eleitoral do norte-americano. Segundo ele, a maior preocupação atual é "a dos refugiados e dos imigrantes".

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"Infelizmente, muitas vezes, há apenas medidas contrárias às populações que temem ficar sem trabalho e reduzir seus salários. O dinheiro é contra os pobres e contra os imigrantes e refugiados, mas também há os pobres dos países ricos, aqueles que temem o acolhimento dos semelhantes provenientes de países pobres. É um ciclo perverso e deve ser interrompido", acrescentou.

Antes do resultado das eleições americanas, o papa Francisco chegou a afirmar que Donald Trump não era cristão. "Uma pessoa que pensa em construir um muro, qualquer que seja, em vez de criar pontes, não é cristão. Isso não está no Evangelho", disse na época.

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