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Maior liderança da facção terrorista, Abu Bakr al Baghdadi deixou a cidade após avanço das tropas do Iraque, que tentam retomar o controle de Mosul

Localizada no norte do Iraque, cidade de Mosul é considerada a capital do Estado Islâmico no país
Twitter/Reprodução
Localizada no norte do Iraque, cidade de Mosul é considerada a capital do Estado Islâmico no país

O líder do grupo jihadista Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi, saiu de Mosul, cidade que está sendo retomada pelo Exército do Iraque. A informação é do governador da província de Ninive, Nofal al Akoub, que concedeu neste sábado (12) uma entrevista à imprensa no município curdo de Irbil.

Recentemente, Baghdadi divulgou um áudio pedindo para os seguidores do Estado Islâmico serem mais "combativos" e se defenderem contra a ofensiva xiita para "tomar o poder no Iraque". Desde 17 de outubro, as tropas do país avançam para reconquistar Mosul, maior cidade sob controle dos jihadistas.

Em Nínive, comenta-se que o grupo terrorista está preparando uma grande batalha no interior de Mosul deslocando grande parte dos seus homens e de seus armamentos para a parte leste da cidade.

Essa posição dos jihadistas, porém, não impede que, tanto na parte ocidental quanto na oriental do município, estejam prontos pequenos depósitos de armas e de combustível, que devem servir para que o grupo resista aos seus inimigos por um tempo indeterminado, mas longo.

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A operação é apoiada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos e também tem a participação de grupos curdos e milícias xiitas, vertente do Islã dominante no Iraque – o EI tem orientação sunita.

Ofensiva em Mosul

A ofensiva para retomar Mosul começou no último dia 17 de outubro, mas foram necessárias duas semanas para que o Exército conseguisse entrar na cidade, que fica no Norte do país e é considerada a capital do "califado" de Abu Bakr al Baghdadi.

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A conquista do município, em 2014, foi determinante para a ascensão do grupo terrorista, assim como sua retomada é crucial para derrotar o grupo. As tropas que lutam para tirá-la dos jihadistas reúnem 80 mil soldados, entre forças curdas, divisões do Exército e milícias xiitas.

Existe o temor de que os combates contra o Estado Islâmico em Mosul gerem uma crise humanitária sem precedentes. As Nações Unidas falam na possibilidade de até 200 mil deslocados deixarem a cidade nas próximas semanas.

*Com informações da Agência Ansa.

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