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Promessas polêmicas do presidente eleito dos Estados Unidos, como a construção de um muro entre México e EUA, podem não sair do papel

Donald Trump pode recuar em algumas de suas promessas de campanha mais polêmicas
The Telegraph/ Reprodução 15.10.2016
Donald Trump pode recuar em algumas de suas promessas de campanha mais polêmicas

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está dando sinais de que pode recuar em algumas promessas feitas durante a campanha eleitoral, entre as quais a construção de um muro na fronteira com o México (a ser pago com dinheiro do governo mexicano), a proibição de muçulmanos de entrar em território norte-americano, a expulsão de imigrantes sem documentos e a revogação do Obamacare, uma lei aprovada pelo pelo presidente Barack Obama em março de 2010 que reduz os custos do seguro saúde de milhões de americanos.

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Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos nesta semana. Mas agora, tanto Donald Trump quanto seus principais assessores estão passando a mensagem de que algumas medidas vão ter de esperar, porque serão revistas, e que outras só serão cumpridas parcialmente.

O magnata, que havia repetidamente prometido durante a campanha que iria revogar o Obamacare, disse em uma entrevista ao "The Wall Street Journal" que pensa em manter partes importantes da lei. Ele mudou de opinião depois de ouvir ponderações do presidente Barack Obama, em um encontro que eles tiveram na Casa Branca um dia depois do anúncio da vitória de Trump nas eleições.

Na entrevista ao jornal americano, o novo presidente disse que está disposto a deixar em vigor disposições que proíbem as seguradoras de negar cobertura aos pacientes, alegando condições de saúde preexistentes. Ele também confirmou que pretende manter a parte da lei que garante aos filhos dos segurados a cobertura do plano até a idade de 26 anos. "Eu gosto muito disso", disse.

Equipe em dúvida

Segundo o jornal "The Washington Post", o ex-presidente da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich, hoje um dos principais assessores do presidente eleito, lançou dúvidas sobre a viabilidade de o novo governo conseguir recursos do México para pagar o muro que Trump pretende construir na fronteira sul dos Estados Unidos. "Ele já vai gastar muito tempo controlando a fronteira. Mas ele pode não [ter esse tempo todo para] gastar para fazer com que o México pague por ele, mas [de qualquer forma] foi uma grande promessa de campanha ", disse Gingrich.

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O presidente eleito admitiu que não revogará o Obamacare completamente
Reprodução/CNN
O presidente eleito admitiu que não revogará o Obamacare completamente

O ex-prefeito de Nova York Rudolph W. Giuliani, um dos conselheiros mais próximos de Trump, disse que o muro será construído, mas a data da construção está longe de ser uma questão resolvida. Ele afirmou em uma entrevista à rede CNN que o que Trump deve priorizar inicialemente é a aprovação da reforma fiscal, e não a construção do muro na fronteira mexicana.

Cruzada contra imigrantes

Se realmente Donald Trump quiser cumprir a promessa de campanha de expulsar imigrantes sem documentos, a primeira dificuldade será saber quantas pessoas estão nessa situação. A falta de números confiáveis pode atrasar ou inviabilizar a proposta. As estimativas sobre o número de imigrantes que trabalham sem documentos nos Estados Unidos variam de 1 milhão a 6 milhões de pessoas. Durante a campanha eleitoral, Donald Trump disse, em vários comícios, que pretendia expulsar 11 milhões de pessoas que estariam em território norte-americano sem documentos.

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Banir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos é uma das propostas de campanha mais difíceis de serem viabilizadas porque envolve questões éticas e de religião. Ao longo da campanha, o milionário foi fazendo modificações nessa proposta. No início, ele se referia genericamente aos muçulmanos. Depois, disse que só seriam barrados os muçulmanos vindos de países "comprometidos com o terrorismo".

Agora, depois de eleito, Donald Trump sequer mencionou a expulsão dos muçulmanos. Ao fazer a primeira visita ao Congresso americano, Trump citou como propostas a serem executadas por seu governo apenas as questões de fronteira (imigrantes), os cuidados com a saúde (Obamacare) e a criação de empregos.

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