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Após troca de farpas na corrida eleitoral, encontro se limitou a assuntos políticos. O republicano diz ter sido "uma honra" ser recebido na Casa Branca

Presidente Barack Obama recebeu o presidente eleito, Donald Trump, para reunião na Casa Branca nesta quinta-feira
Twitter/Reprodução
Presidente Barack Obama recebeu o presidente eleito, Donald Trump, para reunião na Casa Branca nesta quinta-feira


O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido nesta quinta-feira (10) pelo atual ocupante da Casa Branca, Barack Obama, para a primeira reunião de transição entre eles.

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O encontro ocorreu após diversas troca de farpas entre Obama e o magnata. Após a conversa, que durou cerca de 1h30, o presidente e a primeira-dama Michelle Obama se recusaram a ser fotografados ao lado de Donald e Melania na entrada da Casa Branca, segundo informações do jornal "The Washington Post".

A tensão confirma que as relações entre as duas famílias continuam frias depois dos ataques desferidos na campanha eleitoral. Em sua primeira visita à sede da Presidência, após ter vencido a eleição de 2008, Obama e Michelle posaram para fotos ao lado de George e Laura Bush.

Forte apoiador da candidata democrata derrotada, Hillary Clinton, o presidente democrata chegou a afirmar que a vitória de Trum poderia colocar o mundo "em risco" caso fosse eleito. Em contrapartida, Trump insinuou que Obama não nasceu nos Estados Unidos e, por isso, não teria direito de comandar Washington. 

Sem conversa com a imprensa

A reunião no Salão Oval da Casa Branca se baseou em "assuntos organizacionais, política externa e política doméstica", segundo as palavras do presidente. "Minha prioridade número um nos próximos dois meses é garantir uma transição que facilite para o presidente eleito", assegurou.

Em um tom institucional que não se fora vista até sua vitória, Donald Trump afirmou que foi uma "grande honra" ser recebido na Casa Branca. "Não vejo a hora de continuar a colaborar com Obama no futuro", declarou.

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Os dois fizeram breves pronunciamentos à imprensa após o encontro, mas não responderam a perguntas dos jornalistas. O processo de passagem de bastão entre o velho e o novo governo deve durar pouco mais de um mês.

Enquanto isso, Trump formará seu gabinete e escolherá quem vai nomear para os postos-chave da administração.

Em discurso de vitória para simpatizantes em um hotel de Nova York, Trump também elogiou a candidata derrotada
CNN/Reprodução
Em discurso de vitória para simpatizantes em um hotel de Nova York, Trump também elogiou a candidata derrotada


Entre os cotados estão o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani (secretário de Justiça), o governador de Nova Jersey, Chris Christie (secretário de Interior), e o ex-presidente da Câmara, Newt Gingrich (secretário de Estado). Todos são aliados fiéis de Trump e representantes das alas mais conservadoras do Partido Republicano.

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O processo será concluído com a posse do novo Congresso e a votação do colégio eleitoral, em 6 de janeiro, que formalizará a escolha do empresário. Já a posse de Trump está marcada para o dia 20 do mesmo mês, encerrando os oito anos de Obama na Casa Branca.

* Com informações da Agência Ansa

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