Tamanho do texto

Orientação veio da própria equipe de campanha do candidato; Trump usou a rede de microblogs várias vezes para acusar Hillary e causar polêmicas

Na reta final da campanha presidencial, foram publicadas mensagens no Twitter com sentidos diversos
Divulgação
Na reta final da campanha presidencial, foram publicadas mensagens no Twitter com sentidos diversos

A equipe de campanha do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, proibiu o magnata de gerenciar a própria conta no Twitter para evitar polêmicas e posts contraditórios.

LEIA TAMBÉM:  Como o novo veredicto do FBI sobre os e-mails de Hillary afeta a eleição nos EUA

A informação foi revelada nesta segunda-feira (7) pelo jornal The New York Times , em um artigo que ressalta como Trump usava o Twitter "de maneira colorida e contraproducente".

De acordo com o diário, na reta final da campanha presidencial, foram publicadas mensagens no Twitter com sentidos diversos, o que indica uma falta de coesão entre a equipe e o próprio republicano. Por fim, o staff de Trump decidiu retirar do magnata a gestão da rede social.

O imbróglio entre Trump e sua equipe despertou críticas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, usuário assíduo de redes sociais e companheiro de partido da adversária do republicano, a democrata Hillary Clinton.

"Se alguém não sabe gerir uma conta no Twitter, imagine os códigos nucleares", ironizou Obama em um comício na Flórida. As eleições à Presidência dos Estados Unidos ocorrem nesta terça-feira (8) e Hillary se mantém com uma margem de vantagem sobre o magnata republicano.

Decisão crucial (e polêmica) do FBI

Na noite deste domingo, o FBI isentou pela segunda vez a candidata democrata Hillary Clinton  pelo uso de uma conta particular de e-mail para tratar assuntos oficiais quando era secretária de Estado, durante o primeiro mandato do atual presidente norte-americano, Barack Obama.

O caso era um dos mais polêmicos que rondavam a candidatura de Hillary nas eleições presidenciais. Com tal decisão, a candidata democrata ganha ainda mais vantagem sobre o republicano. 

Ao saber da informação, em um comício em Sterling Heights, no Michigan, Trump retomou as acusações. "Agora cabe aos norte-americanos fazer justiça nas urnas em 8 de novembro", disse. "Hillary é culpada. Ela sabe disso, o FBI sabe, todo mundo sabe", acusou o magnata. "É inacreditável, é impossível examinar 650 mil e-mail em oito dias. É um sistema totalmente falso". 

Agora que Trump está proibido de usar o seu perfil no Twitter, o candidato deve aproveitar as suas aparições em público, na véspera do pleito norte-americano, para reafirmar a sua posição sobre o que diz ser uma "conspiração"  contra ele.

* Com informações da Agência Ansa.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.