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Reviravolta acontece horas antes das eleições dos EUA, marcadas para esta terça-feira; o candidato Donald Trump se nega a aceitar a decisão do FBI

FBI isentou pela segunda vez a candidata democrata Hillary Clinton
Twitter/ Hillary Clinton/ Rprodução
FBI isentou pela segunda vez a candidata democrata Hillary Clinton

Faltando poucas horas para as eleições presidenciais nos Estados Unidos – marcadas para esta terça-feira (8)–, o FBI isentou pela segunda vez a candidata democrata Hillary Clinton pelo uso de uma conta particular de e-mail para tratar assuntos oficiais quando era secretária de Estado, durante o primeiro mandato do atual presidente norte-americano, Barack Obama.

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O caso era um dos mais polêmicos que rondavam a candidatura de Hillary nas eleições presidenciais . A democrata foi criticada pelo seu adversário, o magnata republicano Donald Trump, por colocar informações sigilosas do governo em risco.

O diretor do FBI, James Comey, relevou em uma carta a congressistas na noite deste domingo (6) que os e-mails de Hillary foram examinados pela segunda vez e que a conclusão é de que a democrata é inocente.

A declaração do FBI favorece Hillary a apenas um dia das eleições presidenciais, mas Trump ainda não desistiu de atacar a adversária. "Agora cabe aos norte-americanos fazer justiça nas urnas em 8 de novembro", disse. "Hillary é culpada. Ela sabe disso, o FBI sabe, todo mundo sabe", acusou o magnata em um comício em Sterling Heights, no Michigan. "É inacreditável, é impossível examinar 650 mil e-mail em oito dias. É um sistema totalmente falso". 

Suposta fraude pode causar confusão

As declarações do candidato republicano têm sido vistas como motivo de preocupação. Trump alertou repetidas vezes para o risco de fraude, disse que há uma conspiração da mídia e do governo contra ele, convocou seus eleitores a monitorarem locais de votação e se recusou a dizer se respeitará o resultado caso sua adversária, a democrata Hillary Clinton, saia vitoriosa.

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A possibilidade de fraude é amplamente rejeitada por especialistas e estudos. Uma análise realizada por um professor da Loyola Law School, em Los Angeles, com base em mais de 1 bilhão de votos entre 2000 e 2014 revelou apenas 31 casos. Nessas eleições (já iniciadas em vários Estados que permitem votação antecipada), o único episódio envolveu uma eleitora do próprio Trump, presa em Iowa por tentar votar duas vezes.

Mesmo assim, segundo a pesquisa do USA Today , mais de 40% dos eleitores de Trump dizem que não vão reconhecer a legitimidade de Clinton como presidente, caso ela seja eleita, por acreditarem que a eleição não será justa.

Grupos que apoiam o republicano, alguns ligados a movimentos nacionalistas, neonazistas e à Ku Klux Klan (grupo supremacista branco), já anunciaram que vão se mobilizar para monitorar a votação .

O Oath Keepers, que reúne ex-policiais e militares, lançou um comunicado em que convoca seus membros a "formar equipes incógnitas para coletar inteligência e monitorar a ocorrência de crimes" no dia das eleições presidenciais. "Pedimos que não tentem interromper a atividade criminosa suspeita ou confrontar aqueles que estão cometendo (a irregularidade). Simplesmente identifique, documente e reporte às autoridades", orienta o grupo.

* Com informações da Agência Ansa.

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