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Documento pede para os dois lados utilizarem a linguagem "com prudência", visando superar a polarização na qual se encontra a sociedade venezuelana

Oposição luta para a aprovação de um referendo para que o presidente, Nicolás Maduro, seja retirado do poder
Yenny Muñoa / CubaMINREX/ Fotos Públicas - 20.03.2016
Oposição luta para a aprovação de um referendo para que o presidente, Nicolás Maduro, seja retirado do poder


Em meio ao agravamento da crise da Venezuela, o Brasil e outros sete países da América Latina divulgaram uma nota encorajando a "manutenção do diálogo" entre governo e oposição do país vizinho, que luta para a aprovação de um referendo para a retirada do presidente Nicolás Maduro do poder. 

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O comunicado pede para os dois lados utilizarem a linguagem "com prudência, logrando, assim, superar a polarização na qual se encontra a sociedade venezuelana". "Isso permitirá tomar decisões que beneficiem integralmente a Venezuela ", diz o texto.

Além disso, a nota, que também é assinada por Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai e Uruguai, destaca a mediação do Vaticano na crise e manifesta a disposição dos países de "colaborar no que seja necessário".

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"Reconhecemos os sinais positivos dos últimos dias, como a libertação de presos - esperamos que se acelere e que aumente o número de beneficiários desta medida -, assim como a suspensão das marchas por parte da oposição para dar oportunidade ao diálogo. Manter esta vontade nestes momentos é decisivo para o país", afirma o comunicado.

Além de inflação galopante, a Venezuela sofre com a falta produtos de primeira necessidade e com uma onda de violência
Twitter/Reprodução
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País dividido

Enquanto os chavistas alegam que os opositores tentam dar um golpe parlamentar no governo, desrespeitando a Carta Magna venezuelana, o outro lado exige a realização de um referendo a fim de revogar o mandato do presidente.

Com a suspensão do referendo, a oposição convocou greve geral no país. O presidente chavista é acusado por seus adversários políticos de tentar dar “um golpe de Estado” depois de o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter barrado o processo de coleta de assinaturas para consulta popular. 

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Maduro chegou a ameaçar aqueles que tentarem tirá-lo do poder. “Se eles iniciarem o eventual julgamento político, que não está previsto na nossa Constituição, a procuradoria poderá abrir um processo judicial e prender aqueles que violam a Constituição, mesmo se estes forem membros do Congresso”, disse o presidente.

* Com informações da agência Ansa

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