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Imagens da igreja queimada e da pichação a favor de Trump estão circulando nas redes sociais e o assunto se tornou um dos mais falados nesta quinta

A polícia não descarta que o incêndio possa ser enquadrado em um crime de ódio
Reprodução/CNN
A polícia não descarta que o incêndio possa ser enquadrado em um crime de ódio

A polícia do estado americano do Mississippi está investigando quem são os responsáveis por um incêndio cometido em uma igreja na região. Além de ter sido destruída por dentro, a igreja foi encontrada com a pichação "vote Trump" do lado de fora. As informações foram divulgadas pelo site de notícias CNN nesta quinta-feira (3).

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De acordo com a publicação, os bombeiros receberam um chamado para resgatar o local do fogo por volta das 21h55 da última terça-feira (1). Apesar de o incêndio ter sido controlado rapidamente, a igreja – que é frequentada pela comunidade negra – ficou totalmente destruída por dentro. Não há confirmação de que a frase "vote Trump " tenha sido escrita pelas mesmas pessoas responsáveis pelo incêndio.

De acordo com o chefe de polícia Delando Wilson, as investigações ainda não apontaram para nenhum suspeito. A polícia não descarta que o incêndio possa ser enquadrado em um crime de ódio.

Bombeiros receberam um chamado para resgatar o local do fogo por volta das 21h55 da última terça-feira
Reprodução/Twitter
Bombeiros receberam um chamado para resgatar o local do fogo por volta das 21h55 da última terça-feira

Imagens da igreja queimada e da pichação a favor de Trump estão circulando nas redes sociais e o assunto se tornou um dos mais falados nesta quinta.

Racismo e renúncia

Em setembro, a chefe de campanha de Trump, no estado de Ohio, Kathy Miller, renunciou  após a grande repercurssão de sua entrevista ao periódico The Guardian , quando afirmou "não haver racismo" nos Estados Unidos até o presidente Barack Obama ser eleito.

Na entrevista, Kathy havia afirmado que "não havia racismo" nos EUA até a década de 1960.

Ela culpou os próprios negros "por não terem sucesso" em suas vidas profissionais e disse que o movimento "Black Live Matter" – que luta contra a segregação racial e a repressão policial – é uma "estúpida perda de tempo". "Se você é negro e não teve sucesso na sua vida nos últimos 50 anos, é sua própria culpa", declarou.

A republicana assegurou que os negros tiveram a oportunidade de "ir à escola como todo mundo" e de ter "benefícios para entrar na faculdade". Kathy ainda acusou os negros de "não aproveitarem as vantagens que lhes foram oferecidas" e culpou Obama por incitar uma cultura de "revolta" contra o racismo. "Nós nunca tivemos problemas [...] Obama perpetuou isso em nosso país", afirmou.

Após a repercussão das declarações, o coordenador de campanha do partido republicano, Mark Munroe, chamou os comentários da chefe de campanha de "insanos" e pediu sua demissão imediata.

Reta final das eleições

O candidato do Partido Republicano Donald Trump está concorrendo à presidência dos Estado Unidos em uma eleição que acontecerá no próximo dia 8 de novembro (terça-feira). A principal concorrente de Trump é a candidata do Partido Democrático Hillary Clinton.

Na última pesquisa divulgada, Clinton – que estava a frente de Trump nas sondagens anteriores – se encontra atrás de Trump, que tem um ponto percentual de vantagem sobre a rival .

Pela primeira vez desde desde maio, a pesquisa apresentada em conjunto pela rede de TV ABC News  e pelo jornal The Washington Post  mostra Trump com 46% das intenções de voto, contra 45% da ex-secretária de Estado – com margem de erro de 3%.

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