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Médicos Sem Fronteiras/Divulgação
Apesar de curta, travessia até o sul da Itália pelo Mar Mediterrâneo é considerada uma das mais perigosas

Em mais uma tragédia no Mar Mediterrâneo, uma embarcação clandestina naufragou próximo à costa da Líbia e deixou quase 100 imigrantes desaparecidos nesta quinta-feira (27).

"Ao menos 97 imigrantes foram dados como desaparecidos após um naufrágio na costa líbia, a bordo do qual viajavam 126 pessoas", informou o porta-voz da Marinha da Líbia, Ayoub Kassem, à Ansa.

O representante informou que os marinheiros do país tentaram chegar até o barco para salvar as pessoas, mas não conseguiram. Segundo Kassem, a Marinha não dispõe de embarcações que possam fazer grandes operações de resgate.

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Os imigrantes que deixam a Líbia têm como destino final a região sul da Itália, que é muito próxima através do mar. No entanto, a viagem pela região central do Mediterrâneo é considerada a mais perigosa para as travessias.

Nesta quarta-feira (26), a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), informou que os dez primeiros meses de 2016 já tiveram mais registros de mortes do que todo o ano de 2015 . As mortes e desaparecimentos ultrapassam o montante de 3,8 mil, enquanto foram registradas 3.771 no ano passado.

Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem dados um pouco diferentes e aponta que 3.702 pessoas morreram na região até esta quarta-feira, sendo a maior parte das mortes na região central.

A diferença nos números se dá pelas informações serem, em sua maioria, coletada através de depoimentos de sobreviventes, já que esses barcos clandestinos não tem qualquer registro de dados, e pelo número de resgatados nas operações coordenadas pela Guarda Costeira Italiana com ONGs internacionais.

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