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Antônio Cruz/ Agência Brasil - 19.10.2016
Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia afirmou "não se preocupar" com a delação de Eduardo Cunha


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (20) que nenhuma delação do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) irá atingir o presidente da República, Michel Temer.

“Não acredito que nenhuma delação do deputado Eduardo Cunha possa atingir o presidente da República”, afirmou Maia, em entrevista à imprensa no Salão Verde.

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“Minha relação com o deputado Eduardo Cunha foi sempre política. Entendo a situação que ele vive. Mas, do meu ponto de vista, ele pode falar tudo aquilo que ele entender que seja importante ele falar”, ratificou Maia.

O presidente da Câmara ainda negou que a prisão de Cunha possa atrapalhar as votações na Casa. 

Prisão Preventiva

Deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Cunha foi preso em Brasília e encaminhado para a sede da PF em Curitiba na última quarta-feira (19).

A prisão preventiva – ou seja, por tempo indeterminado – do peemedebista foi decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça. 

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Maia lamentou a prisão do ex-deputado e disse ter “certeza de que esse não é um momento feliz nem para os deputados, nem para o Brasil" e de que "pelo menos, temos a clareza de que as instituições continuam funcionando com independência e com a liberdade necessária para tomar suas decisões”.

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José Cruz/Agência Brasil - 13.07.2016
Em nota, o ex-deputado Eduardo Cunha classificou sua prisão como "absurda" e "sem motivação"


Defesa

Em nota, Cunha classificou sua prisão como "absurda" e "sem motivação", além de afirmar que Moro "não é competente para deliberar" sobre seu caso.

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"Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal. A referida ação cautelar do Supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes a outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar", escreveu Cunha.

* Com informações da Agência Brasil

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