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Jihadistas autorizaram retorno das garotas às suas famílias após negociação com o governo; 276 estudantes foram sequestradas pela facção em 2014


Meninas raptadas pelo grupo terrorista Boko Haram, na Nigéria, em vídeo divulgado dois anos após sequestro
Reprodução/CNN
Meninas raptadas pelo grupo terrorista Boko Haram, na Nigéria, em vídeo divulgado dois anos após sequestro

O grupo jihadista Boko Haram libertou nesta quinta-feita (13) 21 meninas das 276 estudantes sequestradas em uma escola  na cidade de Chibok, na Nigéria, há mais de dosi anos.

Segundo Garba Shehu, porta-voz do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, a libertação das meninas foi "resultado das negociações entre a administração do país e os militantes islâmicos" do Boko Haram .

Já o mandatário comentou, em sua conta no Twitter, que a operação teve ajuda do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e do governo da Suíça e que as negociações com o grupo continuarão.

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De acordo com publicação BBC, a libertação das garotas aconteceu com o acompanhamento do comitê da Cruz Vermelha, em um ponto de encontro perto da fronteira com Camarões.

A maioria das estudantes, que viajaram para a cidade de Abuja em segurança, agora tem filhos pequenos. Quando chegarem à capital africana, elas devem ser examinadas por médicos e psicólogos antes de voltarem para suas famílias.

Histórico

No dia 14 de abril de 2014, a facção terrorista raptou 276 estudantes de uma escola no norte da Nigéria. Poucas horas depois, 57 delas conseguiram fugir, mas desde então mais de 200 meninas continuam desaparecidas.

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O caso trouxe notoriedade internacional ao grupo terrorista e fez com que a hashtag #BringBackOurGirls (traga de volta nossas meninas) fosse utilizada pelo mundo inteiro, inclusive por personalidades, como a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Em abril deste ano, os jihadistas divulgaram um vídeo mostrando parte das meninas raptadas em 2014. Segundo a emissora "CNN", a gravação é de dezembro do ano passado e teria sido feita pelos extremistas para dar uma prova de vida das jovens.

Nos sete anos de insurgência do Boko Haram no Nordeste da Nigéria, o grupo, que jurou fidelidade e lealdade ao Estado Islâmico, matou mais de 30 mil pessoas e sequestrou outras centenas.

*Com informações da Ansa e da Agência Brasil

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