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Médicos Sem Fronteiras/Divulgação
Em 2016, o Médico Sem Fronteiras realizou 100 operações no Mar Mediterrâneo e resgatou mais de 14 mil pessoas


Equipes da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) resgataram nesta segunda-feira (3) ao menos duas mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças, que tentavam chegar à Europa pelo Mar Mediterrâneo. 

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Segundo a organização, as pessoas fugiam de conflitos armados para a Europa e foram resgatadas sob circunstâncias dramáticas, mas suas origens não foram divulgadas.  "As pessoas estavam assustadas e muitas sofreram queimaduras provocadas por combustível, particularmente mulheres e crianças", relatou porta-voz da organização. Uma mulher que estava grávida foi regastada de helicóptero, mas não resisitiu.

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“Na ausência de alternativas seguras e legais para jornadas de barco tão perigosas, as pessoas continuam morrendo às centenas no mar Mediterrâneo”, lamentou Tommaso Dabbri, coordenador-geral de MSF na Itália.

Desde 21 de abril, o MSF resgatou um total de 14.547 pessoas em mais de 100 operações de resgate, enquanto pelo menos 3.230 pessoas morreram no que se tornou a rota migratória mais mortal do mundo. 

De todo o contingente que cruzou o Mar Mediterrâneo em direção a Europa durante os primeiros seis meses de 2015, um terço era formado por pessoas vindas da Síria, cujos cidadãos têm sido quase universalmente reconhecidos como refugiados ou elegíveis a outras formas de proteção internacional. Os outros dois terços são majoritariamente originários de países como Afeganistão e Eritréia.

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