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Equipes de resgate avaliam que a quantidade de vítimas fatais deve subir ainda mais, já que a embarcação levava cerca de 400 imigrantes ilegais

Segundo a OIM, 300 mil pessoas atravessaram os mares Mediterrâneo e Egeu, a partir do Egito, em direção à Europa
© Italian Navy/Masimo Sestini/Acnur
Segundo a OIM, 300 mil pessoas atravessaram os mares Mediterrâneo e Egeu, a partir do Egito, em direção à Europa

Subiu para 178 o número de mortos no naufrágio do último dia 21 de setembro na costa da cidade egípcia de Rosetta, no mar Mediterrâneo. A informação é do site "Al Ahram", mas o número não foi confirmado oficialmente pelo governo. O balanço mais recente do Ministério da Saúde do Egito fala em 168 vítimas. Contudo, há o temor de que o número total de mortos seja muito maior, já que cerca de 100 pessoas ainda estão desaparecidas.

As autoridades do Egito avaliam que o número de vítimas fatais pode aumentar ainda mais, já que a embarcação levava aproximadamente 400 passageiros , sendo que a capacidade máxima do veículo era de 150 indivíduos, segundo a imprensa local. No dia da tragédia, ao menos 165 pessoas foram salvas pelos socorristas egípcios. O barco carregava um grupo de imigrantes ilegais que tentava entrar na Europa pela Itália.

Conforme os dias vão passando, a busca por corpos se torna ainda mais difícil. Representantes do governo egípcio informaram que na sexta-­feira (23) quatro corpos, incluindo o de duas crianças, foram encontrados a mais de 20 quilômetros de distância do local do naufrágio.

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Até o momento, quatro pessoas foram presas acusadas de tráfico de seres humanos e homicídio culposo. De acordo com a polícia, contrabandistas levavam aproximadamente 35 mil libras egípcias para a Europa, o equivalente a quase US$ 4.000. Em entrevistas a jornais locais, sobreviventes disseram que foram mantidos em cativeiro pelos traficantes dias antes do embarque e que cada família teria de pagar US$ 6.250 pelo serviço. O pagamento seria feito no momento em que o veículo chegasse à Europa.

Crise imigratória

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 300 mil pessoas já atravessaram os mares Mediterrâneo e Egeu rumo à Europa em 2016. Outras 3,5 mil morreram tentando.

No mesmo dia do acidente, a guarda costeira do Egito interceptou outro navio com 294 imigrantes ilegais. No dia anterior, 68 pessoas foram presas no país ao tentar fazer a perigosa travessia em direção à Europa.

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Devido à sua posição estratégica, o Egito é utilizado como porta de saída dos imigrantes para o continente europeu pelo Mar Mediterrâneo. Conforme a OIM, a maioria desses refugiados sai de países africanos como Nigéria, Gâmbia e Líbia, além de nações localizadas no Oriente Médio. Entre elas estão Afeganistão, Síria e Iraque.

* Com informações da Ansa

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