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Presidente garante que irá cooperar com os "irmãos colombianos" e afirmou permanecer à disposição para contribuir com os problemas de "pós-conflito"

Presidente Michel Temer durante cerimônia de anúncio de novas ações de gestão para a melhoria da saúde pública
Marcos Corrêa/PR - 14.9.16
Presidente Michel Temer durante cerimônia de anúncio de novas ações de gestão para a melhoria da saúde pública


O presidente Michel Temer parabenizou os colombianos pelo histórico acordo com as Forças Armadas Revolucionários da Colômbia (Farc) após quatro anos de negociações. A cerimônia ocorreu na noite desta segunda-feira (26) em Cartagena das Índias, no norte do país.

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“O Brasil está com a Colômbia neste dia histórico em que se assina acordo de paz com as Farc. Renovamos nossa esperança em um futuro pacífico na nossa região e no mundo. Continuaremos a cooperar com nossos irmãos colombianos”, afirmou Temer em sua conta pessoal no Twitter.

O conflito armado entre as Farc e o Exército colombiano é considerado o mais antigo da América do Sul, chegando a durar meio século.

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Durante seus anos de atuação, o grupo rebelde aterrorizou a Colômbia cometendo sequestros, ataques e assassinatos para defender seus ideais. Entre suas principais reivindicações estavam a reforma agrária e a criação de um Estado socialista.

Colômbia teme o futuro dos soldados do grupo revolucionário, que devem ser realocados em cooperativas agrícolas
Reprodução/Twitter
Colômbia teme o futuro dos soldados do grupo revolucionário, que devem ser realocados em cooperativas agrícolas


Líderes de diversos países foram convidados para o evento que firmou o acordo histórico. O presidente Temer foi convidado, mas decidiu não viajar ao país.

A Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto divulgou uma nota na qual Temer destaca a confiança dos colombianos na "capacidade do diálogo para superar conflitos, por mais longos que sejam, por mais insolúveis que possam parecer".

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O presidente lembrou que tem colocado o governo brasileiro à disposição para cooperar em benefício da paz na Colômbia.

"Estamos prontos a seguir contribuindo, em particular, nos temas de relevância direta para o pós-conflito, seja bilateralmente, seja por intermédio da ONU", afirmou o presidente, segundo o comunicado.

Soldados do Terror

Os soldados da guerrilha agora vivem da promessa de que serão alocados em cooperativas agrícolas, sob os cuidados da organização social em que as Farc devem se converter.

A afiliação deve ser voluntária, mas tudo indica que esse será o caminho buscado pela maioria dos guerrilheiros ao fim dos seis meses em que devem fazer a transição de abandono da luta armada.

O temor do governo é que esses soldados se tornem engrenagens menores de uma máquina política ou mão de obra de um projeto econômico das Farc.


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