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Para tirar presidente do poder, oposição tenta adiantar a conclusão de processo para este ano, evitando a posse do atual vice do líder chavista

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enquanto participava da 7ª Cúpula de Chefes de Estado  em Havana, em junho
Ismael Francisco/ Fotos Públicas - 04.06.2016
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enquanto participava da 7ª Cúpula de Chefes de Estado em Havana, em junho



O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela definiu na noite de quarta-feira (21) o prazo para o recolhimento das assinaturas dos eleitores na segunda fase do referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

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Em meio à crise econômica e política da Venezuela , opositores de Maduro recorrem a um referendo para tirar o líder chavista do poder de forma democrática. A próxima etapa do processo, que deve recolher 20% das firmas de cerca de 4 milhões de pessoas, ocorrerá entre os dias 26 e 28 de outubro. 

Serão disponibilizadas 5.392 máquinas eleitorais em 1.355 centros de votação em todo o país.

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Caso os opositores do líder venezuelano consigam as assinaturas, a saída do governo atual não deve ser imediata. Seguindo trâmites legais, o CNE ainda deverá validar as assinaturas no fim de novembro ou início de dezembro.  A partir daí, são contados 90 dias para a efetivação dos votos. 

Maduro em Havana: escolhas político-econômicas de presidente são fortemente criticada  por líderes internacionais
Yenny Muñoa / CubaMINREX/ Fotos Públicas - 20.03.2016
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Caso o processo de votação atrase e termine após o dia 10 de janeiro, Maduro deve ser afastado, mas será seu vice quem assumirá o poder até 2019, não havendo a convocação de novas eleições. A ideia da oposição, representada pela Mesa da União Democrática (MUD), é derrubar todo o governo ainda em neste ano.

Para um dos líderes do comitê que busca o referendo, Luis Emilio Rondon, a quantidade de máquinas disponibilizadas é "insuficiente" e ele diz não entender as condições impostas pelo CNE.

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"Não entendo as considerações jurídicas que foram desenvolvidas pelo diretório e pelas entidades em uma decisão que não concordo. Mas vamos lhes dar uma lição", disse Rondon, referindo-se ao governo de Maduro.

Na primeira etapa do referendo, os opositores recolheram cerca de 1,8 milhão de assinaturas de venezuelanos para abrir o processo - número muito superior aos 195.721 firmas exigidas por lei. Mesmo tendo recolhido o suficiente antes do prazo final estipulado, o CNE só deu o aval em prol da MUD no prazo estabelecido, sem antecipar processos.

*Com informações da Agência Ansa

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