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Segunda noite de confrontos entre polícia e manifestantes na cidade de Charlotte terminou com uma pessoa baleada; governo da Carolina do Norte pede apoio da Guarda Nacional para conter a crescente tensão racial no local

A prefeita de Charlotte, Jennifer Roberts, disse que a prioridade após os confrontos é
Reprodução/The Telegraph
A prefeita de Charlotte, Jennifer Roberts, disse que a prioridade após os confrontos é "manter uma comunidade segura"

O governador da Carolina do Norte, Pat McCrory, declarou estado de emergência na cidade de Charlotte devido aos protestos decorrentes da morte do negro Keith Lamont Scott  em mais um possível caso de violência policial racial nos Estados Unidos.

Pela segunda noite consecutiva, Charlotte foi palco de intensas manifestações nas ruas. Acusada de assassinar injustamente Scott, a polícia local usou bombas de gás lacrimogêneo para conter o público e prendeu quatro pessoas. Uma outra pessoa foi ferida por arma de fogo e está em condições graves.

As autoridades chegaram a confirmar a morte da pessoa baleada, mas, logo em seguida, retificaram a informação. No entanto, a polícia garantiu que o tiro que atingiu a vítima não partiu dos agentes.

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Além do estado de emergência, o governo da Carolina do Norte pediu apoio da Guarda Nacional para conter a tensão local. Pelas imagens transmitidas por emissoras de televisão, era possível ver carros destruídos, vitrines quebradas e lojas invadidas durante os protestos.

Scott, de 43 anos, foi o terceiro negro a ser morto a tiros por policiais americanos em uma semana. Os episódios reacenderam os protestos em todo o país contra a violência racial, que desde o ano passado provoca incidentes e preocupa o governo do presidente Barack Obama.

Charlotte é a maior cidade do estado da Carolina do Norte, com 800 mil habitantes, sendo que 35% da população é negra.

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