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Desde sua posse, em 2015, Macri tenta retomar relação bilateral desgastada com Reino Unido e uma solução pacífica sobre a soberania das Ilhas Malvinas

Mauricio Macri em discurso no Fórum Econômico Internacional: presidente argentina defende diálogo sobre Malvinas
Facebook/Reprodução
Mauricio Macri em discurso no Fórum Econômico Internacional: presidente argentina defende diálogo sobre Malvinas


Emseu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (21), o presidente da Argentina, Mauricio Macri, realizou um "chamado ao diálogo" com o Reino Unido na tentativa de buscar uma solução amigável para o conflito pela soberania das Ilhas Malvinas, localizadas ao sul do Oceano Atlântico.

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Desde as Guerra das Malvinas, em 1983, a Argentina e o Reino Unido disputam as Ilhas Malvinas . Ao se tornar independente, em 1822, o país passou a controlar o arquipélago, que pertencia aos espanhóis. Já os britânicos defendem que dominam a região desde 1833, quando ocuparam e colonizaram as ilhas. 

O confronto, que durou pouco mais de dois meses, causou a morte de 255 soldados britânicos, 650 argentinos e três nativos malvinos. 

Desde sua posse, em dezembro de 2015, o presidente argentino vem demonstrando interesse em avançar na relação bilateral com o Reino Unido,  ratificando que "o diálogo e a solução pacífica de controvérsias" é fundamental para a política externa da "Argentina democrática".

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O assunto também foi abordado durante breve encontro com a primeira-ministra britânica, Theresa May, às margens de um almoço oficial, quando Macri assegurou estar pronto para dar início ao diálogo bilateral.

"Foi um minuto, foi algo muito informal", destacou Macri, em entrevista à Télam, agência de notícias estatal argentina, acrescentando que Theresa May deu uma resposta positiva para o início de diálogos. 

Primeira-ministra britânica, Theresa May, em discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York nesta quarta-feira
Reprodução/Facebook
Primeira-ministra britânica, Theresa May, em discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York nesta quarta-feira


Histórico

Desde 1833, Buenos Aires e Londres brigam pelo arquipélago chamado de Ilhas Falkland pelos britânicos. No governo de Cristina Kirchner (2007-2015), o impasse voltou a ter destaque e as tensões com o Reino Unido aumentaram.

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Autoridades britânicas sempre defenderam que os kelpers, como são chamados os habitantes das ilhas, devem escolher sua nacionalidade. Em referendo realizado em 2013, a maioria da população local escolheu continuar sob domínio britânico. O pleito, no entanto, foi considerado ilegal pela Argentina e não teve reconhecimento das Nações Unidas.

*Com informações da Agência Brasil

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