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Afegão Ahmad Khan Rahami é acusado de ser o responsável pela bomba que deixou 29 feridos; suspeito pode ter sido envolvido com outros dispositivos

Segundo o FBI, Rahami é um afegão com cidadania norte-americana e deve ser
Reprodução/FBI
Segundo o FBI, Rahami é um afegão com cidadania norte-americana e deve ser "considerado armado e perigoso"

As autoridades americanas detiveram nesta segunda-feira (19) o afegão Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, acusado de ter colocado uma bomba  no bairro de Chelsea, em Nova York, no último sábado (16). A explosão deixou 29 pessoas feridas.

Segundo o FBI, Rahami é um afegão com cidadania norte-americana e deve ser "considerado armado e perigoso". O homem morava em Elizabeth, Nova Jersey, onde uma outra bolsa com cinco bombas foi encontrada nesta segunda-feira  (19). Uma delas explodiu enquanto estava sendo desativada por um robô da polícia.

As autoridades ainda confirmaram que os ataques realizados nos dois locais podem ter ligações com extremistas estrangeiros.

Conexão

Explosão em Nova York deixou 29 feridos na noite de sábado (27); segunda bomba foi encontrada, mas não houve explosão
Michael Appleton/ Mayoral Photography Office
Explosão em Nova York deixou 29 feridos na noite de sábado (27); segunda bomba foi encontrada, mas não houve explosão

As autoridades policiais dos Estados Unidos estão investigando se há conexão entre os três atentados ocorridos no espaço de apenas 12 horas em diferentes cidades americanas, no último sábado (17).

Além da explosão em Nova York, nove pessoas foram esfaqueadas em um shopping center em St Cloud, uma cidade do estado de Minnesota, localizada a 1.200 quilômetros de Nova York. Um homem vestindo um uniforme de segurança privada, antes de esfaquear as pessoas, perguntava às vítimas se eram muçulmanas.

O homem que desferiu os ataques foi morto por policiais. Este caso, que não envolveu a explosão de bombas, foi o único em que o Estado Islâmico divulgou um comunicado  reivindicando responsabilidade pelo ataque. 

Em Seaside Park, uma pequena cidade também de Nova Jérsei,  houve a explosão de um artefato pouco antes de uma maratona esportiva, em evento de caridade envolvendo milhares de corredores, em benefício das famílias de  fuzileiros navais e marinheiros. A corrida foi cancelada e não houve feridos no atentado.

Embora a polícia ainda não declare o atentado do bairro Chelsea como um ato terrorista, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse que explodir uma bomba em uma área movimentada de Manhattan "é, obviamente, um ato de terrorismo".

Assembleia Geral das Nações Unidas

A ação da polícia e do FBI coincide com a presença de chefes de Estado de todo o mundo, que chegaram a Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. A abertura do evento será realizada nesta terça-feira (20), com o pronunciamento do presidente brasileiro, Michel Temer .

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, informou que aumentará a presença de policiais em todos os locais de Nova York. O governador  Andrew Cuomo disse que, além do policiamento normal, haverá um reforço de mil soldados da Guarda Nacional do estado na área metropolitana da cidade.

"Estamos aumentando a segurança em locais públicos em toda a cidade, e todos os órgãos estaduais vão permanecer em alerta", disse Cuomo em um comunicado.

*Com informações da Agência Brasil e da Ansa

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