Tamanho do texto

Pelo menos quatro mil pessoas precisaram fugir do local após as chamas destruírem as tendas do acampamento, porém não há registro de feridos

ONG Lifeguard Hellas, que trabalha com os refugiados do campo, divulgou no Twitter que o incêndio foi controlado
BBC/ Reprodução 19.09.2016
ONG Lifeguard Hellas, que trabalha com os refugiados do campo, divulgou no Twitter que o incêndio foi controlado

Um incêndio de grandes proporções atingiu o campo de refugiados de Moria, no sul da ilha grega de Lesbos, na noite desta segunda-feira (19). O local é um dos principais focos da crise migratória que atinge a Europa.

LEIA MAIS:  Jamais nos renderemos ao medo do terrorismo, diz Obama em Nova York

As chamas destruíram as tendas do acampamento. Calcula-se que pelo menos quatro mil refugiados precisaram fugir do fogo, porém não há registro de feridos. Segundo a polícia da Grécia, o incêndio foi supostamente provocado por um grupo de imigrantes em protesto contra as condições de vida no campo.

No total, 5,4 mil pessoas estão abrigadas em Moria, porém o local tem capacidade para apenas 3,5 mil. Lesbos está a poucas dezenas de quilômetros da Turquia, fazendo com que muitas pessoas, principalmente sírios, se arrisquem no mar para entrar na União Europeia.

LEIA MAIS:  Justiça Federal nega habeas corpus preventivo a presidente do Instituto Lula

A ONG Lifeguard Hellas, que trabalha com os moradores do campo, divulgou no Twitter que o incêndio foi controlado. Os voluntários distribuíram água e ajudaram as famílias atingidas pelo fogo.

Em abril passado, a ilha recebeu a visita do papa Francisco, que voltou ao Vaticano ao lado de 12 refugiados.

Fim da trégua

Muitos dos refugiados de Lesbos saíram da Síria, que sofre há cinco anos com uma guerra civil. Após algumas horas do ditador do país, Bashar al-Assad, anunciar fim de uma trégua nesta segunda-feira, 12 pessoas morreram em um bombardeio perto da cidade e Aleppo, que destruiu grande parte de um comboio que trazia alimentos para a cidade e arredores.

LEIA MAIS:  Alckmin anuncia testes da vacina contra a dengue em mais quatro estados

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (Sohr) e com um porta-voz das Nações Unidas, foram destruídos 18 dos 31 caminhões que levavam alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a região de Urm al-Kubra, onde cerca de 78 mil pessoas precisam urgentemente de ajuda humanitária.

O comboio estava em uma parte rural do país de domínio das forças rebeldes. Sohr acredita que os aviões responsáveis pelos ataques devem pertencer às forças militares sírias ou russas. Enquanto isso, refugiados continuam a chegar à Europa.

*Com informações da agência Ansa

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.