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Mohammed Syeedy foi acusado de colaborar com o assassinato de Jalal Uddin; homem que usou um martelo para matar a vítima está foragido

Mohammed Hussain Syeedy atuou como motorista na fuga do assassino do imame, que também é ligado ao grupo EI
Greater Manchester Police/Divulgação
Mohammed Hussain Syeedy atuou como motorista na fuga do assassino do imame, que também é ligado ao grupo EI

Um britânico supostamente ligado ao Estado Islâmico (EI) foi condenado à prisão perpétua por ter participado do chocante assassinato de um sacerdote em Londres – praticado com o uso de um martelo. De acordo com ele, o crime foi praticado como retaliação a Jalal Uddin, de 71 anos, que teria praticado uma forma de cura islâmica que o grupo terrorista considera "magia negra". 

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Mohammed Hussain Syeedy, de 21 anos, atuou como motorista na fuga de outro homem que também é ligado ao EI.  Mohammed Kadir, de 24 anos, espancou Uddin até a morte em uma área recreativa para crianças no dia18 de fevereiro. A dupla perseguiu o sacerdote por seis meses e chegou a chamá-lo de "Voldemort" – bruxo do mal no filme "Harry Potter. Kadir fugiu do Reino Unido três dias depois do assassinato. As autoridades acreditam que agora ele está na Síria.

Julgamento

Um júri de seis homens e seis mulheres considerou o réu culpado de assassinato após quatro horas de deliberações. O juiz David Maddison disse na sentença que o caso era de “dois membros da fé muçulmana que mataram outro membro da fé muçulmana apenas porque discordaram com um ato particular realizado por essa pessoa”.

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Syeedy, que não se declarou culpado, negou ter ligação com o Estado Islâmico, apesar de material extremista ter sido encontrado em seu celular.

Vítima

O sarcedo mulçumano era pai de cinco filhos e duas filhas. Uddin saiu de Bangladesh para o Reino Unido em 2002 para ensinar o Alcorão no leste de Londres antes de se mudar para o norte de Rochdale. Ele estava ilegalmente no país e planejava voltar a seu país de origem.

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A família da vítima afirmou em comunicado divulgado pela polícia que "apesar de Jalal ser um muçulmano que pacificamente praticava sua fé, ele tinha um amor e respeito por todas as religiões, culturas e credos, e o fato de ter sido assassinado por alguém inspirado pelo EI mostra a verdadeira natureza e barbárie desta organização e aqueles eles servem".

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