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Candidato à Presidência dos EUA é acusado de descumprir legislação responsável pela regulação das atividades de caridade em Nova York

Trump: procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman,  já investiga supostas fraudes na universidade do empresário
Divulgação - 27.07.16
Trump: procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, já investiga supostas fraudes na universidade do empresário

O procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, iniciou uma investigação sobre a Fundação Trump, ligada ao candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump , para verificar se respeita leis direcionadas a obras de caridade estabelecidas pela cidade após virem à tona polêmicas transações financeiras.

Schneiderman, que já investiga supostas fraudes na Universidade Trump , explicou, em declarações à emissora norte-americana "CNN", que a instituição pode estar envolvidas em "operações ilícitas". "Meu interesse neste assunto é o de regulador das organizações sem fins lucrativos no Estado de Nova York. E nós estivemos preocupados sobre a possibilidade de a Fundação Trump ter se envolvido em alguma impropriedade deste ponto de vista", acrescentou o promotor.

Entre os casos suspeitos mencionados pela imprensa local está o pagamento ilegal de US$ 25 mil em 2013 a uma juíza, poucos dias antes de ela anunciar que não iria abrir uma investigação sobre a instituição de ensino.

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Antes, no entanto, houve outras doações consideradas questionáveis, como quando Trump comprou um retrato de si mesmo por US$ 20 mil com dinheiro da fundação.

Democrata investigada

A queda da candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, nas últimas pesquisas de intenção de voto ocorre no momento em que ela tem sua capacidade política questionada frente ao eleitorado. Na semana passada, o FBI a acusou  de ter usado emails pessoais para enviar mensagens oficiais no período em que foi secretária de Estado do país, entre 2009 e 2013.

O documento de 58 páginas inclui uma síntese do interrogatório com a candidata democrata à Casa Branca sobre o caso, mas algumas páginas estão marcadas como confidenciais. Em junho passado, o FBI decidiu não incriminar Hillary, após ter concluído que não havia provas de que a ex-secretária e sua equipe tenham tentado violar a lei, embora tenham sido "extremamente negligentes".

Das mais de 30 mil mensagens analisadas, 110 continham "informações confidenciais" e, de acordo com a polícia norte-americana, é possível que "atores hostis" tenham tido contato com esses emails. Na reta final da campanha à Casa Branca, a aliada de Obama definitivamente não contava com esse baque.

* Com informações da Ansa

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