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Cerca de 100 mil crianças vivem em áreas sob controle rebelde em Alepo e 3,7 milhões não conhecem outra realidade além do conflito, estima a ONU

BBC


Qays e Hamza têm apenas dez anos e já passaram metade da vida em uma guerra civil sangrenta e duradoura. Ambos vivem em Alepo, na Síria, uma das cidades mais castigadas pelo conflito entre tropas rebeldes e do governo do presidente Bashar al-Assad.

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As duas crianças testemunharam, no fim de agosto, um ataque com barris de bomba que destruiu o edifício onde estavam.

Naquele mesmo dia, bombas atingiram a escolinha frequentada por seu amigo Hasan – também de dez anos de idade.

O momento, captado em câmera, em que os dois amigos sobreviventes são informados da morte do terceiro é comovente.

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Segundo o braço da ONU para a infância, Unicef, cerca de 100 mil crianças vivem em áreas sob controle rebelde em Alepo.

Em um relatório publicado em março, o órgão estimou que cerca de 3,7 milhões de crianças – uma em cada três no país – não conhecem outra realidade além do conflito que já dura cinco anos.

Qays e Hamza têm dez anos; em agosto, eles experenciaram um ataque com barris de bomba que destruiu suas casas
BBC
Qays e Hamza têm dez anos; em agosto, eles experenciaram um ataque com barris de bomba que destruiu suas casas


O enviado especial da ONU ao país, Steffan De Mistura, estima que 400 mil pessoas tenham morrido no conflito sírio.

Um cessar-fogo de sete dias entrou em vigor na noite da segunda-feira e parece estar sendo respeitado pelas partes em conflito, disse a organização Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

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Nas 15 primeiras horas de pausa nas hostilidades, nenhuma morte foi registrada, disse a ONG.

Em Alepo, há relatos de que a situação está mais calma e a ONU já afirmou que está pronta para começar a entregar ajuda humanitária para as áreas carentes.

Porém, diplomatas afirmam que precisam de garantias de paz para que essas operações sejam bem-sucedidas.

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