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Presidente dos EUA passa a investir mais em discursos contra adversário de Hillary Clinton no momento em que democrata se vê caindo nas pesquisas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: contra-ataque justificado sobre o adversário que só ganha popularidade
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: contra-ataque justificado sobre o adversário que só ganha popularidade

No momento em que vê a candidata de seu partido despencar nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Barack Obama tenta investir ainda mais sua influência no discurso de que eleger Donald Trump para a Casa Branca poderia ser um grande erro para os Estados Unidos. Foi a disposição que o democrata demonstrou em coletiva de imprensa realizada em visita ao Laos, na Ásia, de acordo com a rede de notícias "CNN".

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"Acho que a coisa mais importante para os eleitores e a imprensa é apenas ouvir o que ele diz e fazer perguntas a respeito para aquilo que pareça ou contraditório, desinformado ou simplesmente ideias malucas", disse Obama, nesta quinta-feira (8), reiterando que o magnata não tem capacidade para ser presidente. "Esta opinião é confirmada toda vez que ele fala."

Na terça-feira (6), levantamento pela "CNN" à empresa de  pesquisas ORC apontou que as intenções de voto do eleitorado ao republicano chegou a 45% contra apenas 43% para Hillary Clinton. Os números foram divulgados em meio a uma crise enfrentada pela campanha da democrata.

A candidata democrata Hillary Clinton: queda vertiginosa nas pesquisas após FBI revelar escândalo de emails
Divulgação - 26.07.2016
A candidata democrata Hillary Clinton: queda vertiginosa nas pesquisas após FBI revelar escândalo de emails

"As pessoas começam a ver como normal um comportamento que em tempos normais considerariamos completamente inaceitáveis e ultrajante", prosseguiu o presidente sobre o republicano, que, na semana passada, após se reunir com o mandatário mexicano, Enrique Peña Nieto , reforçou seu intuito de construir um muro na fronteira dos EUA com o México pago pelo país latino.  "Mas posso dizer, pelas interações que tive com líderes estrangeiros, que isso [ser presidente] é um negócio sério."

Hillary na mira

A queda de Hillary nas pesquisas de intenção de voto ocorre no momento em que a democrata vê sua capacidade política questionada frente ao eleitorado. Na semana passada, a polícia federal norte-americana, o FBI, afirmou que a democrata usou emails pessoais para enviar mensagens oficiais  no período em que foi secretária de Estado do país, entre 2009 e 2013. 

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O documento de 58 páginas inclui uma síntese do interrogatório com a candidata democrata à Casa Branca sobre o caso, mas algumas páginas estão marcadas como confidenciais. Em junho passado, o FBI decidiu não incriminar Hillary, após ter concluído que não havia provas de que a ex-secretária e sua equipe queriam violar a lei, embora tenham sido "extremamente negligentes". 

Das mais de 30 mil mensagens analisadas, 110 continham "informações confidenciais" e, de acordo com a polícia norte-americana, é possível que "atores hostis" tenham tido contato com esses emails. Na reta final da campanha à Casa Branca, a aliada de Obama definitivamente não contava com esse baque.  

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