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Presidente francês afirma ser necessário reintroduzir as bases da religião e enfatiza que islamismo é, sim, compatível com valores seculares da França

O presidente da França, François Hollande, durante discurso em que propôs medidas antiterrorismo, nesta quinta-feira
Divulgação - 08.09.16
O presidente da França, François Hollande, durante discurso em que propôs medidas antiterrorismo, nesta quinta-feira

Quase um ano após a  aprovação do estado de emergência como consequência dos ataques terroristas que atingiram a França, o presidente François Hollande propôs nesta quinta-feira (8) que seja criado um "islamismo francês" para ajudar o país no combate à ameaça terrorista.

Em discurso em Paris, Hollande rebateu a ideia de que o islamismo não é compatível com os valores seculares da França e enfatizou ser necessário "reintroduzir uma fundação para o islã, que se baseie em iniciativas culturais, educacionais e sociais". 

"Também precisamos criar uma associação nacional para obter financiamento para a construção de mesquitas e treinamento de imames [pregadores do islamismo]. A República não pode aceitar a situação em que a maioria dos imames são treinados no exterior e às vezes nem falam nossa língua", discursou Hollande. 

A França está em estado de emergência desde novembro do ano passado, após uma série de ataques deixar 130 mortos em Paris. A medida chegou perto de ser revogada, mas o governo voltou atrás após um novo ato, desta vez em Nice , no litoral sul francês, matar 85 pessoas.

Dias depois, terroristas ligados ao Estado Islâmico invadiram uma igreja na comuna de Saint-Etienne-du-Rouvray, a cerca de duas horas de Paris, e degolaram um padre  que realizava uma missa. 

Ataques como os que ocorreram levaram a uma onda de intolerância no país, que viu cidades passarem a proibir o uso de trajes islâmicos em seus territórios .

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