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Segundo 90 mil páginas de documentos, o grupo terrorista pretendia realizar atos em outros locais na capital francesa e em outros países em novembro

Os ataques do grupo terrorista Estado Islâmico em novembro de 2015 deixaram ao menos 130 pessoas mortas
Élysée – Présidence de la République Française
Os ataques do grupo terrorista Estado Islâmico em novembro de 2015 deixaram ao menos 130 pessoas mortas

Os atentados do dia 13 de novembro de 2015 em Paris, que mataram 130 pessoas e aumentaram a preocupação da França e de outras nações europeias em relação ao terrorismo, principalmente do Estado Islâmico (EI), deveriam ter sido bem maiores e com mais vítimas, afirmou a emissora de televisão "CNN" nessa segunda-feira (5). 

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De acordo com mais de 90 mil páginas de documentos aos quais a rede norte-americana teve acesso, o grupo terrorista Estado Islâmico pretendia realizar atentados em outros locais na capital francesa e até em outros países em novembro. 

Além dos ataques perto do Stade du France, dos restaurantes e bares e da casa de shows Bataclan, os terroristas ainda haviam planejado atentados em shoppings centers, em um supermercado da capital francesa e em outros alvos na Holanda. O grupo também estaria se infiltrando na Inglaterra.

Os documentos também apontam que a dupla Abel Haddadi e Muhammad Usman, o primeiro argelino e o segundo paquistanês, deveriam ter participado dos ataques de Paris.

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Segundo a análise feita pela "CNN", os dois teriam partido da Síria e ido até a Áustria. Com passaportes falsos sírios, Hadaddi e Usnam percorreram a Grécia, onde ficaram detidos por cerca de um mês, a Macedônia, a Sérvia, a Croácia e a Eslovênia.

Com o atraso causado pela prisão, a dupla conseguiu chegar a Salzburgo, na Áustria, em 14 de novembro, um dia após os atentados, e foi presa novamente em 10 de dezembro. Junto a eles, também estaria um terceiro homem, identificado nos documentos como Abid Tabaouni, que só foi detido em julho deste ano.

Nas mais de 90 mil páginas lidas, entre troca de informações entre terroristas no Telegram, WhatsApp e Viber, interrogatórios e dados de celulares também descobriu-se a forma a qual os jihadistas se contactavam com os membros mais altos do EI na Síria.

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Os métodos eram bem sofisticados: as conversas eram realizadas através de redes sociais criptografadas, os terroristas sempre usavam pseudônimos, nomes falsos ou apelidos durante as viagens na Europa e se diziam refugiados, as etapas futuras do plano nunca eram contadas para os jihadistas e o dinheiro transferido para eles era apenas para a fase do plano na qual os terroristas do Estado Islâmico se encontravam.

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