Tamanho do texto

Presidente dos Estados Unidos disse que provocações do governo de Kim Jong-un apenas irão fazer com que o regime comunista se torne mais isolado

Em seu último ano à frente dos EUA, Barack Obama quer reforçar a importância de seu país para os membros da Asean
Pixabay / Divulgação
Em seu último ano à frente dos EUA, Barack Obama quer reforçar a importância de seu país para os membros da Asean

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira (6) a ampliação de sanções contra o governo da Coreia do Norte, especialmente após o lançamento de novos mísseis na região.

Na segunda-feira (5), o país norte-coreano mostrou mais uma vez sua força bélica para a comunidade internacional ao lançar três mísseis balísticos no Mar do Japão . De acordo com as informações do exército sul-coreano, os mísseis foram lançados de Hwangju e, depois de atravessarem grande parte do território japonês, caíram no Mar do Japão. A ação foi duramente criticada por Barack Obama .

Em declaração durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), realizada em Laos, o presidente dos Estado Unidos apontou que as provocações de Pyongyang apenas irão fazer com que o regime comunista se torne cada vez mais isolado.

O líder americano reiterou, no entanto, que após encontro com a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, o diálogo com o governo de Kim Jong-un permanece aberto. Park, por sua vez, expressou que os testes nucleares e de mísseis norte-coreanos representam uma ameaça para a segurança de toda a península coreana.

Presidente do Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que diálogo com o governo de Kim Jong-un permanece aberto
Wikimedia Commons
Presidente do Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que diálogo com o governo de Kim Jong-un permanece aberto

Filipinas

Xingado de "filho da puta" pelo presidente das Filipinas , Rodrigo Duterte, Obama cancelou um encontro com o mandatário que seria realizado no Laos. "O presidente não terá uma reunião bilateral com Rodrigo Duterte", declarou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Ned Price. Duterte, por sua vez, pediu desculpas e disse ter se arrependido das declarações.

Importância do encontro

Em seu último ano à frente da presidência dos Estados Unidos, Obama quer reforçar a importância de seu país para os membros da Asean – frente a força econômica e política da China.

Além de mostrar interesse por temas relacionados à região, onde a administração do democrata quadruplicou investimentos nos últimos anos, o encontro anual com os dez chefes de governo e Estado é uma rara oportunidade para aprofundar relações.

LEIA MAIS: Recepção a Obama sem tapete vermelho é vista como "afronta diplomática" 

A questão é tão importante para Barack Obama que já há um plano de investimentos até 2020 na região. Por outro lado, os membros da Asean veem a oportunidade de se aproximar e apresentar os problemas da complexa região. De acordo com analistas, esse grupo de nações é um dos principais responsáveis por manter a paz no sudeste asiático.

*Com informações da Ansa

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.