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Presidente dos Estados Unidos foi único chefe de Estado a desembarcar na China para cúpula do G20 a não ser recepcionado com tapete vermelho

Obama desembarca pela porta traseira do Air Force One: ausência de tapete vermelho foi classificada como ato simbólico
The Guardian/Reprodução - 03.07.16
Obama desembarca pela porta traseira do Air Force One: ausência de tapete vermelho foi classificada como ato simbólico


A ação das autoridades chinesas de não ter recebido Barack Obama com um tapete vermelho e de tê-lo obrigado a descer pela parte posterior do Air Force One em seu desembarque na cidade chinesa de Hangzhou, que recebeu a cúpula do G20, foi classificada nesta segunda-feira (5) pela imprensa norte-americana como uma "afronta diplomática e deliberada".

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De acordo com jornais dos Estados Unidos,  Obama foi obrigado a descer pela parte posterior da aeronave porque autoridades chinesas não ofereceram uma escada para que o ele desembarcasse pela saída principal. 

A simbólica cerimônia de boas-vindas ao país com o tapete vermelho havia sido realizada com todos os demais chefes de Estado que participaram do encontro, inclusive Michel Temer, que assumiu o cargo efetivamente há menos de uma semana.

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"A recepção que o presidente Obama e sua equipe tiveram quando chegaram aqui no sábado à tarde foi ofensiva, até mesmo para os padrões chineses", criticou o jornal "New York Times".

Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", o ex-embaixador do México na China Jorge Guajardo disse que os eventos são planejados até nos mínimos detalhes e que não houve erro, mas "uma afronta". "É uma forma de dizer: 'Você sabe que não é tão importante para nós'", acrescentou.

Obama em comício: presidente condenou  os atos do governo chinês e defendeu a liberdade dos jornalistas na China
Pixabay / Divulgação
Obama em comício: presidente condenou os atos do governo chinês e defendeu a liberdade dos jornalistas na China


Em solo chinês, mais um momento constrangedor entre as autoridades locais e a delegação dos EUA aconteceu quando um funcionário de Pequim gritou: "Este é nosso país, este é nosso aeroporto".

Um oficial local ainda chegou a bloquear a assessora de segurança Nacional da Casa Branca, Susan Rice, enquanto gritava com um dos responsáveis pela segurança, que ajudava jornalistas norte-americanos a se aproximarem de Obama.

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Pouco antes de o presidente dos EUA se encontrar com o mandatário chinês, Xi Jinping, diversos jornalistas ficaram de fora da coletiva de imprensa, pois os organizadores permitiram a entrada de apenas dez pessoas no local.

Obama respondeu mais tarde dizendo que "não é a primeira vez que existem questões com a segurança e acesso da imprensa", defendendo a liberdade dos jornalistas, que é cerceada na China.

*Com informações da Agência Brasil

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