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Partido ultradireitista ultrapassou legenda governista; chanceler disse estar triste e que sua prioridade vai ser reconquistar a confiança dos eleitores

Desde os anos 1990, esta região vem elegendo a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ao Parlamento do  país
Moritz Hager/WORLD ECONOMIC FORUM
Desde os anos 1990, esta região vem elegendo a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ao Parlamento do país

Alternativa para a Alemanha (AFD), partido de ultradireita, eurocêntrico e contrário à política de imigração alemã, obteve o segundo lugar nas eleições regionais que aconteram no último final de semana em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, aumentando consideravelmente sua força política dentro do país.

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O Partido Social-Democrata (SPD) teve mais de 30% dos votos, em seguida o AFD, com pouco mais de 20%, com cerca de 19%, a União Democrata-Cristã (CDU), sigla governista, ficou em terceiro lugar.

Desde os anos 1990, esta região da Alemanha vem elegendo a chanceler Angela Merkel ao Parlamento. Desta forma, o resultado é simbólico. Para analistas, cada vez mais, a líder do governo da Alemanha terá que lidar com o descontentamento sobre sua política de "portas abertas" aos imigrantes, considerado um "ato arriscado". Merkel disse estar "muito triste" com o resultado e que sua prioridade vai ser reconquistar a confiança dos eleitores. Esla está na China, onde participa do G20.

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O AFD jamais obteve menos de 10% dos votos nas demais três eleições regionais realizadas neste ano. De acordo com uma sondagem publicada no último domingo (4), em nível nacional, o partido tem 12% das intenções de voto para as eleições do próximo ano, tornando-se a terceira força política dentro da Alemanha. Frauke Petry, líder da legenda, tem entre suas propostas disparar contra os imigrantes clandestinos que tentem entrar no país.

Convicção italiana

À beira do G20, que acontece na China, o primeiro ministro da Itália, Matteo Renzi, um europeísta convicto, subestimou os resultados do pleito na Alemanha. "Uma eleição regional deve ser considerada como tal. Não existe a necessidade de fazer um caso nacional disso", apontou em declaração a jornalistas.

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A chanceler alemã teve um encontro bilateral com Renzi, em Maranello, na Itália, na quarta-feira (31). Na ocasião, Merkel afirmou que a União Europeia irá ajudar a Itália após o terremoto que atingiu a região central do país no último dia 24.

De acordo com Merkel, o bloco encontrará uma solução para a flexibilizar o orçamento, um dos principais pilares da economia do bloco. "A Itália irá apresentar uma proposta de uma forma transparente e eu acho que iremos encontrar uma solução sensível na Europa", acrescentou a líder da Alemanha.  O premier italiano, por sua vez, ressaltou que seu país irá "seguir as regras da UE" e "fazer tudo que for necessário", contudo gastando o dinheiro "de forma apropriada".

*Com informações da Ansa



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