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População do país decidirá no próximo 2 de outubro se apoia ou não acordo entre o governo federal e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, firmou decreto para convocação de um plebiscito para o dia 2 de outubro
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Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, firmou decreto para convocação de um plebiscito para o dia 2 de outubro

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, assinou nesta terça-feira (30) um
decreto que convoca para 2 de outubro o plebiscito em que os colombianos decidirão se apoiam ou rechaçam os acordos de paz fechados entre o governo federal e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

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A assinatura do presidente ocorreu um dia após o Congresso aprovar, por ampla maioria, a convocação do voto popular proposta pelo chefe de Estado. Na Câmara dos Deputados, houve 127 votos a favor e 15 contra o referendo, enquanto no Senado foram 71 votos favoráveis e 21 contrários.

"Hoje damos um passo a mais para a paz. O referendo é agora uma realidade", afirmou o presidente da Colômbia acompanhado de todos os ministros.

Para a aprovação, serão necessários pouco mais de 4,5 milhões de votos entre os 35 milhões de eleitores aptos a participar, segundo dados oficiais. O voto não é obrigatório no país. A pergunta do referendo foi definida como: "Você apoia o acordo final para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?" 

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Ajuda de Cuba

O anúncio também foi feito seis dias após, em Cuba, representantes de Santos e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) firmarem um histórico acordo de paz que encerrou 53 anos de conflito armado.

Santos deu ordem de cessar-fogo contra as Farc na quinta-feira (25). No domingo (28), Rodrigo Londoño, ou "Timochenko", o líder do grupo, tomou a mesma atitude. O cessar-fogo bilateral e definitivo entrou em vigor na segunda-feira (29).

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Observadores internacionais e as Organização das Nações Unidas (ONU) têm como tarefa monitorar o fim das hostilidades e o funcionamento da zonas transitórias para os guerrilheiros, enquanto se realiza o desarme. Haverá uma cerimônia entre 20 e 30 de setembro na qual Santos e "Timochenko" assinarão o acordo final de paz. Segundo o presidente, o ato deve ser celebrado em Bogotá, em Cuba ou na sede da ONU, em Nova York.

As negociações entre o governo e as Farc começaram no final de 2012. Desde então, as partes fecharam acordos em questões agrárias, na participação dos rebeldes na política, na luta conjunta contra o narcotráfico, indenizações para as vítimas, o cessar-fogo e o abandono das armas, entre outros temas. Pelo menos 220 mil pessoas morreram no conflito na Colômbia entre 1958 e 2012, de acordo com relatório do Centro Nacional de Memória Histórica.   

*Com informações do Estadão Conteúdo  

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