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Nenhum grupo assumiu até agora a autoria do ataque, mas há a suspeita de que o ataque seja do Taleban; sete estudantes e cinco guardas morreram

 Segundo informações relatadas pela mídia, diversos estudantes estariam
Reprodução/Youtube
Segundo informações relatadas pela mídia, diversos estudantes estariam "presos" dentro da instituição

As autoridades do Afeganistão informaram que aumentou para 12 o número de mortos no ataque de militantes contra a Universidade Americana do Afeganistão, que durou horas e terminou na madrugada desta quinta-feira (25). Dezenas de pessoas ficaram feridas durante a ação no campus, localizado nas proximidades de Cabul.

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O ataque mostra como, apesar dos esforços de autoridades afegãs para melhorar a segurança, os militantes podem lançar ataques em grande escala, inclusive na região da capital do país. Entre os mortos estão sete estudantes, segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Sediq Sediqqi. Três policiais e dois guardas também morreram.

Nenhum grupo assumiu até agora a autoria, mas há a suspeita de que o ataque seja do Taleban. O comunicado do governo afegão diz que há 36 feridos, entre eles nove policiais.

O ataque começou pouco antes das 19h (hora local) dessa quarta-feira (24), momento em que centenas de estudantes em geral estão nas aulas da tarde nessa universidade, prestigiada no país. Um carro-bomba foi detonado por um suicida na entrada da universidade. Depois disso, dois terroristas entraram no campus, segundo o porta-voz, armados com granadas e armas automáticas. O cerco na universidade durou quase nove horas, antes de a polícia conseguir matar a dupla, por volta das 3h30.

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Manual contra ataques em escolas francesas

O governo da França lançou um plano para ensinar as crianças a como reagirem em caso de um ataque terrorista em escolas. As crianças com idade entre 13 e 14 anos também vão receber uma formação de base sobre as medidas que salvam vidas.

O ministro da Educação, Najat Vallaud-Belkacem, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, anunciaram nesta quarta-feira uma série de medidas a respeito de como as escolas e as crianças devem lidar com a ameaça terrorista.

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Cada escola terá de organizar três treinamentos por ano, incluindo um como base real de um cenário de ataque com, pelo menos, um "terrorista" dentro do prédio. As crianças vão ser ensinadas a se esconderem ou fugirem, dependendo da situação e onde estiverem.

*Com Estadão Conteúdo