Tamanho do texto

Artilharia turca atacou bases do grupo extremista e também da oposição curda síria apoiada pelos EUA; ataque a um casamento deixou 54 mortos

Ataque na Turquia deixou mais de 100 pessoas feridas e ainda não foi reivindicado por nenhum grupo extremista
AFP - 22.08.2016
Ataque na Turquia deixou mais de 100 pessoas feridas e ainda não foi reivindicado por nenhum grupo extremista

A artilharia turca atacou posições do grupo extremista Estado Islâmico e também da oposição curda síria apoiada pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (22), conforme reportou a imprensa da Turquia. A ação foi uma resposta ao ataque suicida em uma festa de casamento curda  que deixou 54 mortos, entre elas 22 crianças, no fim de semana.

De acordo com o jornal "Hurriyet", os ataques alvejaram posições ao norte da cidade de Manbij, que a força curda capturou do Estado Islâmico recentemente. Tanques e veículos blindados também foram empregados perto de Jarablus, cidade síria tomada pelos extremistas e que faz fronteira com a Turquia .

Na capital, o ministro de Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, afirmou que a Turquia irá fornecer toda ajuda necessária para "limpar" a fronteira de extremistas.

LEIA MAIS: Mulher esfaqueia três pessoas em ponto de ônibus na Bélgica

O governo, no entanto, recuou da afirmação de que o explosivo teria sido detonado por uma criança, como disse o presidente Recep Tayyip Erdogan no domingo. Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro, Binali Yildirim, afirmou que as autoridades ainda tentam identificar o terrorista, que pode ser "uma criança ou um homem".

Ataque

Pelo menos 22 vítimas das 54 mortes no atentado a bomba durante um casamento na cidade de Gaziantep, no sul da Turquia, eram crianças com menos de 14 anos, informou uma autoridade que não pôde ser identificada, pois não estava autorizada a falar com a imprensa. 

 Gverno recuou da afirmação de que explosivo teria sido detonado por uma criança, como disse o presidente Erdogan
Anadolu Agency
Gverno recuou da afirmação de que explosivo teria sido detonado por uma criança, como disse o presidente Erdogan

O ataque deixou mais de 100 pessoas feridas e ainda não foi reivindicado por nenhum grupo, mas autoridades disseram que o incidente tem traços do EI, que tenta desestabilizar o país ao explorar tensões étnicas e religiosas. O incidente, que também deixou dezenas de feridos, foi o ataque mais mortífero da Turquia este ano.

Autoridades de todo o mundo condenaram o atentado. A chanceler alemã Angela Merkel
declarou em telegrama de condolências enviado ao governo turco que a Alemanha continua do lado da Turquia na "luta contra o terrorismo". "Uma vez mais, homens, mulheres e crianças
inocentes são vítimas da violência covarde e pérfida. Condeno este ataque nos mais fortes
termos", declarou a chanceler no documento.

LEIA MAIS: Homem tenta invadir embaixada onde fundador do Wikileaks está exilado

O embaixador dos EUA na Turquia também condenou o "ataque bárbaro" e prometeu que o país "continuará a trabalhar de forma próxima à Turquia para derrotar a ameaça comum (aos dois países) o terrorismo". Os governos da Suécia, Grécia, França, Catar, Jordânia e Bahrein também condenaram o ataque.

O papa Francisco fez, nesse domingo, pela manhã, prece silenciosa pelas vítimas do ataque na
Turquia, acompanhado de centenas de turistas e fiéis presentes na praça São Pedro, e pediu "a
paz para todos".

* Com informações do Estadão Conteúdo

    Leia tudo sobre: Estado Islâmico