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Sarkozy foi presidente da França entre os anos de 2007 e 2012; em comunicado, ele diz ter força para comandar país em momento conturbado

Cientistas políticos dizem que campanha de Sarkozy em 2017 será baseada em plataformas como imigração e segurança
Facebook/Divulgação
Cientistas políticos dizem que campanha de Sarkozy em 2017 será baseada em plataformas como imigração e segurança


O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy anunciou nesta segunda-feira (22) em sua página do Facebook que voltará a concorrer à presidência da França. Ele confirmou sua candidatura pelo partido republicano para o pleito de 2017.

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O anúncio foi feito por  Sarkozy  em um post em que divulgou o lançamento do livro "Tudo pela França", de sua autoria, e no qual afirmou estar preparado para reassumir o Palácio do Eliseu em um momento que o país passa por uma crise política e social. "Sinto ter a força para levar este combate em um momento tão conturbado de nossa história", assegurou.

Em anúncio, Nicolas Sarkozy confirma sua participação no pleito e afirma estar preparado para assumir a presidência
Facebook/Divulgação
Em anúncio, Nicolas Sarkozy confirma sua participação no pleito e afirma estar preparado para assumir a presidência


É esperado que a campanha do ex-presidente seja baseada em plataformas como imigração e segurança. Sarkozy foi o 23º presidente da França, de 2007 a 2012.  Durante seu mandato, ele se destacou no âmbito internacional ao tentar recuperar o papel de protagonista do país diante da comunidade internacional.

Onda de Ataques

Além ser afetada pela crise imigratória que mexeu com a Europa nos últimos anos, a França tem enfrentado uma onda de ataques terroristas nos últimos meses que a levou a adotar situação de estado de emergência que perdura desde novembro.

A escalada de violência no país teve início em janeiro de 2015, quando o jornal satírico Charlie Hebdo foi atacado pelos irmãos muçulmanos Saïd e Chérif Kouachi, deixando 12 pessoas mortas e 11 feridas . Meses depois, em novembro, dois terroristas, que alegaram aliança ao Estado Islâmico, atacaram um bar e uma casa de shows em Paris e mataram 129 pessoas.

Em julho de 2016, um tunisiano atropelou turistas e pedestres que comemoravam o Dia da Bastilha em Nice , deixando um total de 84 mortos. No final do mês, terroristas também ligados ao Estado Islâmico invadiram uma igreja na comuna de Saint-Etienne-du-Rouvray , a duas horas de Paris, e degolaram um padre. 

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Para chegar à presidência, Sarkozy precisa primeiramente vencer as primárias organizadas pelo partido republicano francês, que até o ano passado se chamava União por um Movimento Popular (UMP). Depois, ele deve enfrentar nomes como o do ex-primeiro-ministro republicano Alain Juppé, que lidera as pesquisas de opinião.

*Com informações do Estadão Conteúdo