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A Turquia do premiê Binali Yildirim é um dos principais países apoiadores dos rebeldes que lutam para derrubar o presidente sírio Bashar Assad

Primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, discursa no parlamento turco em Ancara
Adem Altan/Agence France Presse - 18.7.16
Primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, discursa no parlamento turco em Ancara

O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, disse neste sábado que o país está disposto a aceitar um papel para o presidente sírio, Bashar Assad, durante um período de transição, mas insistiu que ele não tem mais lugar no futuro da Síria.

Os comentários foram feitos depois que as forças de Assad atacaram posições curdas no começo da semana, levando alguns a especular que uma reaproximação entre as autoridades turcas e sírias estava em curso, em meio a autonomia curda no norte da Síria.

"Haverá concessões nas questões curdas", disse Nasser Haj Mansour, um conselheiro das Forças Democráticas curdas na Síria, que expulsaram o Estado Islâmico de Manbij, no norte da Síria, neste mês.

A Turquia é um dos principais apoiadores dos rebeldes que lutam para derrubar Assad, e recebe mais de 2,7 milhões de refugiados sírios. Mas Istambul tem se preocupado com o crescente poder dos EUA, que apoia as forças curdas da Síria através da fronteira e se opõe a qualquer movimento para a autonomia curda ou independência.

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Damasco tem evitado atacar as forças curdas totalmente, uma vez que elas têm ajudado a derrotar o Estado Islâmico em várias batalhas por conta própria.

No entanto, na sexta-feira, o comando geral militar da Síria divulgou um comunicado referindo-se à força policial interna curda como a "ala militar do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK)", que é considerado um grupo terrorista pela Turquia.

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A declaração do militar parecia ser uma concessão à Turquia, que está lutando contra sua própria insurgência curda no sudeste e há muito tempo tem pressionado o governo sírio para reprimir o PKK