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Assesor de republicano é acusado de influenciar autoridades de Washington a beneficiar partido político da Ucrânia; renúncia de Manafort é uma estratégia para evitar distrações à campanha do magnata, segundo "CNN"

Demissão de assesor de Trump é vista como estratégia para evitar possíveis distrações na reta final da corrida à Casa Branca
Reprodução/CNN
Demissão de assesor de Trump é vista como estratégia para evitar possíveis distrações na reta final da corrida à Casa Branca


O chefe da campanha do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, anunciou a renúncia de seu cargo nesta sexta-feira (19). 

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Em declaração à imprensa, Trump confirmou a demissão de Paul Manafort e agradeceu o desempenho do assesor em 'elevar' sua campanha. "Paul é um verdadeiro profissional e eu desejo muito sucesso a ele [...] agradeço seu ótimo trabalho para nos fazer chegar onde estamos hoje, em particular, durante as prévias do partido", frisou. 

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Segundo a "CNN", uma fonte dentro da campanha de Trump afirmou que a renúncia de Manafort é uma estratégia para evitar possíveis distrações na reta final da corrida à Casa Branca. O desfecho de uma denúncia de que Manafort fez lobby político para um partido pró-Rússia na Ucrânia preocupou assesores do magnata. 

Trump confirmou a demissão de Paul Manafort e agradeceu o desempenho do assesor em 'elevancar' sua campanha
Robyn Beck/ AFP/ Estadão Conteúdo
Trump confirmou a demissão de Paul Manafort e agradeceu o desempenho do assesor em 'elevancar' sua campanha


Segundo a "Associated Press", a empresa de Manafort orquestrou uma campanha em Washington em benefício do agora partido dominante no país do Leste Europeu. Manafort e seu vice, Rick Gates, nunca haviam revelado ter prestado esse serviço para um cliente no exterior, como obriga a lei federal norte-americana.

O trabalho de Manafort incluía não apenas lobby no Congresso norte-americano, mas também esforços para atrair a opinião pública e pesquisar sobre lobbys contrários ao do partido ucraniano.

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Nesta sexta-feira, investigadores ucranianos divulgaram cópias de documentos que comprovariam o pagamento de US$ 12 milhões para Manafort pelo serviço. Ele nega ter recebido esses pagamentos. 

Reta final

A renúncia de Manafort chega em meio a uma reviravolta na campanha de Trump, que inclui a contratação de outras pessoas para sua equipe. Na reta final das eleições americanas , que acontecem em novembro, contra a democrata Hillary Clinton, Trump não mede esforços na tentativa de diminuir seu tom agressivo na mídia. 

*Com informações do Estadão Conteúdo

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