Tamanho do texto

Trégua solicitada pela Organização das Nações Unidas visa permitir entrada de ajuda humanitária em Alepo, a maior cidade e coração comercial da Síria

Estadão Conteúdo

Batalha por Alepo, maior cidade e coração comercial do país, é crucial para a guerra civil síria, que se arrasta desde 2011
Associated Press/Estadão Conteúdo - 28.4.16
Batalha por Alepo, maior cidade e coração comercial do país, é crucial para a guerra civil síria, que se arrasta desde 2011

A Rússia está preparada para um período de observação de 48 horas de cessar-fogo para permitir a entrada de ajuda humanitária na cidade de Alepo, na Síria, na semana que vem, disse o porta voz do exército russo Igor Konashenkov, nesta quinta-feira (18).

Konashenkov disse que o exército da Rússia está pronto para apoiar a proposta do emissário especial para a Síria da Organização das Nações Unidas  (ONU) , Staffan de Mistura, de cessar-fogo, "para apoiar a população da cidade com itens de alimentação e de saúde e restaurar os sistemas de apoio."

LEIA MAIS: Rússia realiza novos ataques contra bases do Estado Islâmico na Síria

Na semana passada, a Rússia declarou que iria pausar suas operações militares por três horas por dia. Mais tarde, Moscou não aceitou o pedido da Alemanha por um cessar-fogo mais longo.

"A data específica e o horário serão definidos após o recebimento de informações das autoridades da ONU do momento em que os comboios humanitários estarão prontos e uma confirmação das garantias de segurança do trânsito dos parceiros norte-americanos", disse Konashenkov em um comunicado.

LEIA MAIS: 'Horror de Alepo' em imagem de menino que sobreviveu a ataque aéreo na Síria

A batalha por Alepo, maior cidade e coração comercial do país, é crucial para a guerra civil síria, que se arrasta desde 2011 e inclui como protagonistas grupos rebeldes como Estado Islâmico e a Frente al­-Nusra.

A guerra na Síria começou quando opositores ao regime do ditador Bashar al-Assad iniciaram uma rebelião armada para tirá-lo do poder, inspirados na Primavera Árabe, que se espalhou por países da Península Árabe. O vazio no poder gerado pelo conflito foi responsável por fortalecer grupos jihadistas, que ajudam a espalhar o caos pela região.

*Com informações do Estadão Conteúdo

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.