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Diplomata justificou atitude se dizendo cansado do regime norte-coreano; ele, sua esposa e filho estão agora sob custódia do governo da Coreia do Sul

Diplomata era o segundo no comando da embaixada norte-coreana em Londres e disse estar
Reprodução/Youtube
Diplomata era o segundo no comando da embaixada norte-coreana em Londres e disse estar "frustrado" com seu governo


O vice-embaixador da Coreia do Norte no Reino Unido abandonou seu cargo e fugiu com sua família para a Coreia do Sul depois de afirmar que estava "cansado" do regime norte-coreano de Kim Jong Un, confirmaram autoridades sul-coreanas nesta quarta-feira (17). Essa foi considerada uma das maiores desistências de altos funcionários do país isolado.

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Thae Yong Ho, que era o segundo no comando da embaixada norte-coreana em Londres , chegou na Coreia do Sul com sua esposa e filho, disse um porta-voz do Ministério da Unificação de Seul, Jeong Joon-Hee, recusando-se a oferecer detalhes sobre a data de sua chegada, ou o seu paradeiro. O diplomata e sua família estão sob a custódia do governo sul-coreano, afirmou o porta-voz.

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A deserção dramática é suscetível de levantar novas questões sobre a lealdade da elite de Pyongyang. Altos funcionários do governo são fundamentais para garantir a continuidade do governo do ditador Kim Jong Un, que está programado para marcar o seu quinto ano no comando do país isolado ainda este ano.

Deserção dramática pode ser suscetível de levantar novas questões sobre a lealdade da elite política de Pyongyang
KCNA/Divulgação
Deserção dramática pode ser suscetível de levantar novas questões sobre a lealdade da elite política de Pyongyang


O porta-voz do governo sul-coreano retratou a desistência de Thae como um sinal de que o regime norte-coreano estava perdendo o controle sobre a classe dominante, que acredita cada vez mais que o regime está passando dos limites.

"Ele se sentiu frustrado com o regime de Kim Jong Un e ele não vê qualquer esperança", disse Jeong.

No ano passado, houve uma onda de desistências de alto nível entre os membros da elite da Coreia do Norte. Um coronel norte-coreano desertou para a Coreia do Sul, disse o governo de Seul, fazendo dele o oficial militar mais graduado a deixar o Norte desde a Guerra da Coreia da década de 1950.

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Separadamente nesta quarta-feira, a Coreia do Norte disse em uma entrevista por escrito com uma agência de notícias japonesa que havia reiniciado a produção de plutônio em suas instalações nucleares, reforçando o compromisso do país com seu programa nuclear, apesar de um endurecimento das sanções impostas pelos EUA, Europa e a Organização das Nações Unidas (ONU) depois do quarto teste nuclear no início deste ano.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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