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Chanceler uruguaio acusou o Brasil de tentar “comprar o voto” do país na polêmica envolvendo a transição da presidência do bloco para a Venezuela

Agência Brasil

Ministério das Relações Exteriores convocou embaixador uruguaio no Brasil para dar satisfações após declarações
Fernando Stankuns/CC/EBC
Ministério das Relações Exteriores convocou embaixador uruguaio no Brasil para dar satisfações após declarações

O governo brasileiro se disse surpreso e descontente com as declarações do Uruguai sobre a visita do ministro das Relações Exteriores, José Serra, ao país e voltou a se posicionar contra a transferência do comando do Mercosul para a Venezuela . Na semana passada, o chanceler uruguaio, Rodolfo Novoa, acusou o Brasil de tentar “comprar o voto” uruguaio na polêmica envolvendo a transição da presidência do bloco.

Em audiência na Câmara de Deputados de seu país, Novoa também disse que José Serra foi ao Uruguai para tentar convencê-lo de mudar a opinião sobre negociações comerciais.

Nesta terça-feira (16), o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador uruguaio no Brasil, Carlos Daniel Amorín-Tenconi, para dar satisfações após as declarações de Novoa.

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Durante a conversa com o embaixador, o secretário-geral do Itamaraty, Marcos Bezerra Abbott Galvão, expressou “profundo descontentamento” com a posição uruguaia.

De acordo com as autoridades diplomáticas brasileiras, o Brasil defende uma presidência pro tempore do Mercosul “que tenha cumprido os requisitos jurídicos mínimos para o seu exercício”.

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Segundo o Itamaraty, Serra tratou com o chanceler uruguaio sobre oportunidades de mercado que os dois países podem explorar conjuntamente.

“Nesse contexto, o governo brasileiro recebeu com profundo descontentamento e surpresa as declarações do chanceler Nin Novoa sobre a visita do ministro José Serra ao Uruguai, que teriam sido feitas durante audiência da Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara de Deputados uruguaia, no último dia 10 de agosto. O teor das declarações não é compatível com a excelência das relações entre o Brasil e o Uruguai”, criticou o Itamaraty.