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Dez paquistaneses foram detidos, sendo sete mulheres, acusados de roubar bebês e vendê-los a casais inférteis pelo equivalente a R$ 9 mil no Paquistão

Estadão Conteúdo

Fachada de hospital na cidade de Peshawar: ao menos oito bebês recém-nascidos roubados e vendidos para casais
Khalid Mahmood/Wikipedia
Fachada de hospital na cidade de Peshawar: ao menos oito bebês recém-nascidos roubados e vendidos para casais

A polícia no noroeste do Paquistão afirmou ter desarticulado uma quadrilha liderada por mulheres que roubava bebês recém-nascidos de hospitais e clínicas e os vendia para casais inférteis por até 300 mil rupias paquistanesas (o equivalente a quase R$ 9 mil).  Dez pessoas –sendo três homens – foram detidas na ação e ao menos outras oito estão sendo investigadas pelos crimes, de acordo com as autoridades.

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A investigação afirma que a quadrilha é liderada por uma mulher identificada como Wajiha Yasmin. As sete mulheres detidas trabalhavam no setor de saúde em diferentes hospitais e clínicas na cidade de Peshawar, noroeste do país, e alertavam os integrantes da quadrilha sobre nascimentos de crianças.

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"Eles pegavam o cadáver de bebês mortos e os congelavam. Quando precisavam roubar um bebê da maternidade trocavam o recém-nascido pelo corpo e diziam aos pais que a criança deles havia nascido morta ou morrido pouco após o parto", conta Abbas Majeed Marwat, da polícia local.

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Marwat afirma que o grupo roubou e vendeu ao menos oito bebês por entre 70 mil e 300 mil rupias paquistanesas (de R$ 3 mil a R$ 9 mil) antes de ser descoberto. A polícia diz que os criminosos tinham como alvo bebês de famílias pobres e analfabetas.

O Paquistão registrou vários casos de roubo de bebês de hospitais e clínicas nos últimos anos. Muitos desses locais inclusive reforçaram sua segurança reforçada em maternidades para evitar novos incidentes.