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Na noite desse sábado, Sylville K. Smith foi morto a tiros pela polícia de Milwaukee, em Wisconsin; a morte do homem ainda está sob investigação

Manifestantes realizam protesto contra o racismo em Milwaukee, Wisconsin, Estados Unidos, nesse domingo (15)
AFP - 15.08.2016
Manifestantes realizam protesto contra o racismo em Milwaukee, Wisconsin, Estados Unidos, nesse domingo (15)

A cidade de Milwaukee, em Wisconsin nos Estados Unidos, teve a segunda noite de protestos violentos contra a morte de um homem negro que foi morto por tiros disparados por um policial. Durante o ato, uma pessoa foi baleada e outra ficou ferida.

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Durante a noite desse domingo (14), 24 policiais da tropa de choque dos Estados Unidos entraram em confrontos com os manifestantes que atiravam pedras e garrafas contra a polícia perto do local onde Sylville K. Smith foi morto a tiros no sábado.

De acordo com o chefe de polícia da cidade, Smith, de 23 anos, foi baleado e morto por um policial negro no sábado à tarde depois que ele se virou para o policial com uma arma em suas mãos. A identidade do oficial não foi revelada pelas autoridades.

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Segundo a polícia, um homem de 18 anos foi ferido quando foi atingido durante os confrontos na noite de domingo. Policiais usaram um veículo blindado para socorrer o homem e o levaram para um hospital. A polícia não disse quem disparou contra o homem, mas afirmou que continua a procurar suspeitos.

Durante uma coletiva de imprensa, o chefe de polícia de Milwaukee, Ed Flynn, afirmou que Smith se virou para o policial com uma arma na mão. Flynn alertou que o tiroteio ainda estava sob investigação e que as autoridades estavam aguardando resultados da autópsia, mas que o oficial "certamente parece estar dentro dos limites legais", disse o chefe com base em vídeos gravados por câmeras na região.

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Segundo o chefe da polícia, o policial teria pedido para o suspeito largar a arma, mas ele se recusou. Ainda não está claro quantas vezes o agente disparou, mas sabe-se que Smith foi atingido no peito e no braço.

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