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Órgão encarregado pela repressão e controle de narcóticos, DEA rejeitou série de petições para retirar maconha de lista das drogas mais perigosas

Planta de maconha: drogas como a cocaína e a metanfetamina são consideradas menos perigosas do que ela pela DEA
Maj. Will Cox/Georgia Army National Guard
Planta de maconha: drogas como a cocaína e a metanfetamina são consideradas menos perigosas do que ela pela DEA

Apesar de cada vez mais liberada em seu território , seja para uso recreativo ou medicinal, a maconha continua fazendo parte da lista das drogas mais perigosas elaborada pelos Estados Unidos, que inclui substâncias como heroína – responsável por matar milhares de norte-americanos anualmente por overdose – e ecstasy.

A manutenção veio após a Drug Enforcement Administration (DEA, órgão encarregado da repressão e controle de narcóticos) ter rejeitado, nesta quinta-feira (11), uma série de petições para retirar a maconha de sua lista das drogas mais perigosas.

Ao mesmo tempo, substâncias classificadas por especialistas como extremamente nocivas devido aos riscos de vício e overdose, como a cocaína e a metanfetamina, foram mantidas em uma categoria abaixo daquela em que a maconha está, sendo, assim, consideradas menos perigosas do que a erva.

Estoque para estudos

O administrador-chefe da DEA, Chuck Rosenberg, explica que a decisão de negar o aval para as petições apresentadas em 2009 e 2011 foi tomada a partir de conclusões do governo de que a maconha tem alto potencial para abuso, além da falta de evidências de que ela possa ser um medicamento seguro e eficaz .

Apesar do alto poder viciante, o crack, droga derivada da cocaína, é supostamente menos nociva do que a maconha
Leo Fontes/O Tempo
Apesar do alto poder viciante, o crack, droga derivada da cocaína, é supostamente menos nociva do que a maconha

Os responsáveis pela petição desejavam que a agência retirasse a droga de sua lista chamada "Schedule I", categoria para as drogas que podem ter potencial para abuso sem compensações por seu uso médico.

Ao mesmo tempo, a DEA anunciou uma nova política para aumentar o estoque de maconha disponível para pesquisadores. Durante quase 50 anos, os EUA confiaram em apenas uma única fonte para produzir a substância, em um sistema elaborado primariamente para apoiar pesquisas financiadas na esfera federal.

A nova política permitirá que mais pessoas se registrem com a DEA para plantar a erva não apenas para as pesquisas financiadas pelo orçamento federal, mas também para investigações do setor privado com foco no desenvolvimento de remédios.

Um crescente número de Estados nos EUA têm liberado o uso da maconha para finalidades médicas e recreativas, mas a substância permanece ilegal para o governo federal. A Casa Branca  adotou a prática de perseguir ou não os usuários de maconha segundo as leis de cada Estado. Ao mesmo tempo, o órgão anunciou uma nova política para apoiar mais pesquisas sobre a substância.

* Com informações do Estadão Conteúdo