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Investigadores franceses examinam se ataque na igreja Saint-Etienne-du-Rouvray foi obra de um grande grupo de seguidores do Estado Islâmico

Igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray: terroristas fizeram o padre e frequentadores reféns durante missa na França
Divulgação
Igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray: terroristas fizeram o padre e frequentadores reféns durante missa na França

Um homem foi preso pela polícia francesa sob a suspeita de participar do ataque terrorista em uma igreja da França que  terminou com um padre sendo degolado, no mês passado. Os investigadores examinam se o assassinato foi obra de um grupo maior de seguidores do Estado Islâmico no país.

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Nesta quarta-feira (10), um porta-voz do procurador antiterrorismo da França disse que o suspeito foi detido na segunda-feira (8) na região de Toulouse, cidade localizada a 804 quilômetros ao sul da igreja de Saint Etienne du Rouvray, alvo do ataque terrorista ocorrido no final de junho. Não foram divulgados mais detalhes sobre o suspeito – mesmo sem apresentar acusações preliminares, a polícia pode interrogá-lo por até 96 horas.

Em ação mais recente, os investigadores ainda estão traçando os contatos de Adel Abdel Malik Kermiche e Nabil Petitjean – ambos de 19 anos –, suspeitos do assassinato. Os policiais buscam por provas de envolvimento dos dois com o Estado Islâmico , assim como outros seguidores do grupo na França. 

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Os dois homens, que juraram lealdade ao grupo terrorista, viviam a mais de 643 quilômetros de distância um do outro – e o terceiro suspeito, ainda mais longe – o que levanta a hipótese de que uma rede de apoiadores do Estado Islâmico tenha participado na organização do ataque.

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Durante uma missa pela manhã, os dois homens atacaram a igreja e cortaram a garganta do padre na frente de dois paroquianos e três freiras idosas. O religioso Jacques Hamel tinha 86 anos. Os assassinos também feriram outro homem com uma faca antes da chegada da polícia.

Estado de emergência

Desde novembro do ano passado, após os ataques ocorridos nas ruas de Paris, a França se encontra em estado de emergência, medida que dá ao governo o direito de suspender direitos e realizar ações excepcionais devido ao risco de novos atentados. 

O presidente François Hollande chegou a afirmar que não prorrogaria a medida, mas acabou voltando atrás depois de um homem – que, assim como os terroristas de Paris, era ligado ao Estado Islâmico – ter matado 84 pessoas atropeladas com um caminhão na orla da praia  de Nice, no sul da França. 

*Com informações do Estadão Contéudo

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