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Organização Médicos Sem Fronteiras afirma que 13 pessoas morreram no bombardeio, incluindo 4 pessoas que trabalhavam no hospital e 5 crianças

Hospital em Millis tem sua estrutura quase completamente destruída após o bombardeio ocorrido no último sábado
Médicos Sem Fronteiras/Divulgação - 05-08-16
Hospital em Millis tem sua estrutura quase completamente destruída após o bombardeio ocorrido no último sábado

Um bombardeio destruiu quase totalmente um hospital que atendia dezenas de milhares de pessoas de vilarejos no noroeste da Síria. De acordo com comunicado divulgado nesta segunda-feira (8) pela Organização Médicos Sem Fronteiras, diretamente ligada à instituição atingida, ao menos 13 pessoas morreram, incluindo cinco crianças e quatro funcionários do local. Ainda não se sabe quem foi responsável pelo ataque.

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O hospital, bombardeado no sábado (6), fica no vilarejo de Millis, localizado na Província de Idlib, área amplamente disputada por grupos extremistas como o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra – que lutam pelos territórios contra as forças do governo da Síria .

A Rússia, que apoia a ditadura de Bashar al-Assad e realiza séries de ataques na região de conflitos, já foi acusada pelos EUA e seus aliados de bombardear hospital da organização na província.

70 mil pessoas privadas de atendimento

De acordo com a organização que promove o intercâmbio de médicos e profissionais de saúde a áreas em situações de emergência, o hospital atacado atendia uma população total de 70 mil pessoas em Millis e nos vilarejos de seu entorno.

Organização Médicos Sem Fronteiras afirma que uma média de 250 pacientes eram atendidos por dia no local
Médicos Sem Fronteiras/Divulgação - 05-08-16
Organização Médicos Sem Fronteiras afirma que uma média de 250 pacientes eram atendidos por dia no local

"O bombardeio deliberado de outro hospital na Síria é ultrajante”, lamentou a dra. Silvia Dallatomasina, gestora médica das operações da MSF no noroeste da Síria. A organização tem seis instalações médicas no norte do país e apoia mais de 150 em todo o território sírio.

"Temos de admirar a coragem e a dedicação dos médicos sírios que continuam trabalhando em meio a uma guerra em que hospitais são regularmente bombardeados e alvejados. Temos um forte senso de obrigação de apoiá-los em seu trabalho essencial que salva vidas."

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A organização afirma que o bombardeio destruiu a maior parte do hospital, incluindo o centro cirúrgico, a unidade de terapia intensiva, a pediatria e cerca de 80% dos equipamentos médicos, das ambulâncias e do gerador.

O local é conhecido como um centro de referência especializado em pediatria no norte da Síria. No total, 250 pacientes eram atendidos emergencialmente por dia, boa parte deles mulheres e crianças.